Com o crescimento do agronegócio, empresas do setor estão em busca de formas eficazes de centralizar suas principais negociações. A Unifrango Agroindustrial é um exemplo dessa demanda. A empresa centraliza e administra os principais processos de comercialização das suas 19 empresas associadas que juntas atuam no setor avícola. Como resultado, no acumulado de janeiro a junho deste ano, a Unifrango obteve um crescimento de 106% em relação ao mesmo período de 2007. No total, o primeiro semestre resultou em um faturamento de R$ 180 milhões em intermediações de negócios. Destaque para as negociações envolvendo o mercado externo, principalmente a importação de matérias primas, e para o setor de compra de insumos, que está quatro vezes mais atuante.
Para atingir esses resultados, o grupo inovou nas intermediações de negócios. Como exemplo, a empresa investiu na estratégia de estabelecer acordos com cooperativas a fim de garantir melhor desempenho no fornecimento. “Hoje, nós buscamos aprimorar a compra de insumos. Mais, recentemente, por meio de um acordo com cooperativas, iremos alavancar a compra de milho”, destaca o presidente da empresa, Domingos Martins.
Segundo o executivo do grupo, Pedro Henrique Oliveira, o setor de compra de grãos foi o que mais gerou resultados para a Unifrango no primeiro semestre de 2008, registrando um crescimento acima de 400% em relação aos seis primeiros meses do ano anterior. “Esse aumento é explicado pelo fortalecimento das parcerias estabelecidas com fornecedores tradicionais como Cocamar, Cooperativa Lar e Coopavel”, afirma. Ainda de acordo com Oliveira, outra área de atuação que obteve um salto no desempenho foi a de importação de matérias primas. “As importações neste primeiro semestre tiveram um crescimento de 325%”, ressalta.
Intermediação de negócios
Por ser uma empresa que opera em pool, a Unifrango Agroindustrial possui como diferenciador a centralização e administração dos principais processos de comercialização das suas 19 empresas associadas. “O grande diferencial da Unifrango e a razão de seu crescimento consiste em nós sermos uma empresa de duas pontas: que possui a necessidade de um serviço e que tem condições de suprir esse serviço com eficiência”, destaca o presidente do grupo, Domingos Martins.
O gerenciamento dos processos de forma centralizada de empresas que operam na comercialização de produtos em grande escala tem mostrado bons resultados no mercado, principalmente nos ganhos em qualidade e preço. Para o executivo da Unifrango, Pedro Henrique Oliveira, a empresa conseguiu evoluir nessa área e atualmente trabalha na intensificação de ações que contribuam para disciplinar o mercado. “O nosso trabalho traz principalmente uma mudança cultural. O volume de compra do grupo é muito grande e cada vez que movimentamos uma necessidade de compra o mercado sofre alterações significativas. Portanto, o grande benefício dos associados e que também justifica o crescimento da Unifrango é o desenvolvimento organizacional, que disciplina as ações de comercialização”, afirma.
Até o final de 2008, a Unifrango pretende manter a média de crescimento obtida no primeiro semestre e consolidar o projeto voltado para o fortalecimento das negociações em bloco e abertura de mercados para exportação. A empresa participou no mês de maio da feira de alimentos Sial edição China e já está com a participação confirmada em outros eventos de nível internacional, como a Sial Paris, que acontecerá em outubro. “Os números atuais mostram que a projeção inicial de crescimento da Unifrango foi superada. A expectativa para o segundo semestre é o crescimento das exportações, que devem aumentar em função de ações iniciadas em 2008, como a participação em feiras internacionais”, avalia Oliveira.
A empresa
A Unifrango Agroindustrial, formada por 19 abatedouros e incubatórios de frango do Paraná, foi criada em 2002, e está sediada na cidade de Maringá. A empresa responde pela terceira colocação em abate de frango no país, com 1,8 milhões de cabeças abatidas/dia. O grupo é o que mais produz pintos de um dia, com dois milhões e duzentos mil de pintainhos diários. No mercado externo, a Unifrango já exporta para mais de 120 países, incluindo Japão, Arábia Saudita e Rússia.
31/07/2008
Empresas do agronegócio avançam nos ganhos apostando na intermediação de negociações
Começa a produção de peças a base de couro de jacaré precoce
Botas, bolsas, botinas, cintos masculinos e femininos, alforjes, carteiras, adornos de jóias e pingentes. Essas são algumas das peças a base de couro de jacaré precoce que começam a ser produzidas artesanalmente em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, fruto do desenvolvimento, durante quase 20 anos, do projeto científico/econômico Jacaré-do-Pantanal Precoce. É a primeira vez que o couro deste animal, em reduzida idade, é utilizado na confecção de peças diversas para comercialização mediante encomendas.
A iniciativa é do Centro de Produção do Jacaré Precoce para a Conservação do Jacaré do Pantanal (CEJAP) que funciona como núcleo base do criatório das fazendas conjugadas Cacimba de Pedra-Reino Selvagem, localizadas distante 26 km da cidade de Miranda/MS, no Pantanal sul-mato-grossense. O local é o único no Brasil que hoje desenvolve este animal exclusivamente de forma precoce, denominado assim por alcançar condição de abate entre 12 e 15 meses de idade, ao contrário da criação convencional que permite o abate geralmente após os 24 meses de idade.
A precocidade tende a valorizar ainda mais o couro (já concorrido no mercado internacional), que ganha em qualidade, versatilidade e beleza. “O couro do jacaré-do-Pantanal precoce facilita o processo industrial pelas suas características como menor espessura, maior flexibilidade e resistência o que lhe confere um alto valor agregado, tanto para a indústria quanto para o consumidor final”, afirma o proprietário do único criatório de precoces no Pantanal (nas fazendas Cacimba de Pedra-Reino Selvagem), o médico veterinário, Gerson Bueno Zahdi.
A produção das peças a base de couro de jacaré-do-Pantanal precoce é feita artesanalmente em Campo Grande depois que as peles passam por curtimento e pintura. Zahdi estima que o preço final, apesar da qualidade superior do couro, ainda fica abaixo das peças a base de couro tradicional de jacaré. “Em lojas especializadas um par de botas podem custar entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil; o nosso preço final fica entre R$ 2 mil e R$ 3 mil”, explica Zahdi. Dentre as peças mais baratas está o cinto masculino – em torno de R$ 300,00 a peça.
MELHORAMENTO GENÉTICO
O desenvolvimento deste animal foi fruto de pesquisas e melhoramento genético. O jacaré é criado em confinamento, sem a incidência de luz solar, o que reduz sensivelmente a calcificação da pele. Tudo seguindo a legislação brasileira que permite a adoção da modalidade Ranching na criação de jacarés. Neste sistema, faz-se a coleta de parte dos avos postos no ambiente natural. A partir daí são colocados em incubadoras, espera-se o nascimento e faz-se a recria.
O cultivo é feito em células climatizadas onde os animais não sofrem incidência da luz solar. Este é um segredo para a qualidade do couro do jacaré produzido na sua propriedade. “A luz do sol promove a síntese da vitamina ‘d’ no animal, aumentando a calcificação da pele; esta calcificação gera um couro de segunda ou de terceira classes”, explica.
O criatório de Zahdi foi implantado entre os anos de 1995 e 1996. No início, levava de dois a três anos para produzir um animal com três quilos/vivo. Com um ano de idade, um jacaré dificilmente passava de 1,5 quilo. Com o passar dos anos, a produtividade e a precocidade passaram a ser o diferencial do trabalho do produtor. “Agora pelo menos 33% do meu plantel leva apenas 12 meses para atingir seis quilos/animal/vivo e é abatido com esta idade”, garantiu o criador que está expandindo seu rebanho de jacarés de 12 mil para 18 mil cabeças.
Informações e mais detalhes sobre as produções de peças a base de couro de jacaré-do-Pantanal precoce podem ser obtidas pelos fones (67) 9982-4655 e (67) 9985-5599 ou pelo e-mail: reinoselvagem01@gmail.com.
30/07/2008
Bayer CropScience alerta triticultores para controle do complexo de doenças
Os triticultores, muitas vezes, focam seus esforços no controle em uma ou algumas das doenças que atingem a cultura. Porém, é importantíssimo estender esses esforços para todo o complexo de doenças, que pode gerar sérias perdas de produtividade e prejuízos significativos aos produtores. Neste sentido, o manejo integrado, que consiste na adoção conjunta de estratégias de tratamento das lavouras, é o grande aliado dos produtores.
O trigo é uma cultura muito sensível e a adoção de tecnologia no campo é fundamental para se obter resultados expressivos de produção. Por isso, é imprescindível atentar-se para qualquer sinal de doença. O pesquisador e professor da Universidade de Passo Fundo/RS, Carlos Alberto Forcelini, destaca a importância do controle na área foliar das plantas de trigo. “As doenças foliares podem causar danos elevados à cultura. É fundamental assegurar que de três a quatro folhas em cada planta do trigo estejam sadias, o que possibilitará o potencial de 50 a 60 sacas por hectare”.
Para o controle, nada melhor que o cuidado preventivo, por meio de tratamentos específicos para cada fase da planta. “O investimento em produtos eficazes nos diferentes estágios do trigo traz ganhos no futuro ao dispensar a necessidade de providências emergenciais de manejo de doenças em estágio já avançado”, explica Forcelini.
O dinamismo das doenças de uma safra para a outra é grande, aspecto que dificulta o manejo da cultura. “Além da dinâmica das doenças, a cultura do trigo raramente é atacada por uma só doença. Por isso, é importante atentar-se para todo o complexo de doenças a fim de não ser surpreendido e garantir que a cultura alcance produtividade e lucratividade”, alerta Forcelini.
Segundo o engenheiro agrônomo Hélcius Wiecheteck da Fazenda São Bento, município de Tibagí – PR, quando ocorre a falta de controle aliada ao plantio de variedades suscetíveis e clima favorável ao desenvolvimento das doenças, a perda pode chegar a quase 100%. Isso porque, além da produtividade, ainda existe o agravante da “qualidade do produto colhido”, prejudicada pelas condições adversas e que podem significar dificuldade de comercialização.
Existem alguns cuidados que o produtor não pode abrir mão para evitar perdas oriundas de doenças e, conseqüentemente, baixas produtividade e lucratividade. Wiecheteck, que além de administrar a fazenda de sua família, atua no planejamento e assistência técnica agrícola, ressalta alguns fatores. “Algumas medidas são indispensáveis, como a rotação de culturas, o monitoramento contínuo e o controle preventivo. Além disso, conhecer as características da variedade plantada e, principalmente, utilizar um tratamento de sementes eficiente com fungicida e inseticida representam providências fundamentais, que visam reduzir perdas na cultura do trigo e prevenir que suprimam o potencial produtivo das cultivares”.
O Nativo, fungicida de alta tecnologia da Bayer CropScience, foi desenvolvido para atender às necessidades dos triticultores no que se refere ao manejo do complexo de doenças do trigo. Diante da preocupação desses produtores com as diversas doenças que afetam a cultura, o Nativo proporciona maior controle de fungos como oídio, ferrugem, manchas foliares e giberela, que causam danos severos à produtividade e à qualidade do trigo.
A adoção preventiva do fungicida da Bayer CropScience, somada à outras ações como o uso de sementes certificadas, adubação equilibrada, manejo adequado e o monitoramento constante das lavouras, contribuem para o melhor equilíbrio da produção da cultura.
“O Nativo é um fungicida que proporciona a defesa completa para o trigo. Com a adoção do Nativo, o triticultor poderá proteger sua lavoura contra as principais doenças que podem atingir folhas e espigas. Este principal atributo de Nativo, juntamente com as demais práticas de manejo integrado, podem proporcionar mais proteção e contribuir de forma significativa para a expressão total do potencial produtivo da lavoura”, destaca Rodolpho Leal, gerente de cultura Trigo, da Bayer CropScience.
Sobre a Bayer CropScience
O Grupo Bayer é uma empresa global baseada em pesquisa e voltada ao crescimento. Suas principais competências concentram-se nos campos de cuidados de saúde, nutrição e materiais de alta tecnologia. A Bayer CropScience AG, subsidiária da Bayer AG, com faturamento anual de cerca de EUR 5,8 bilhões (2007), é líder mundial entre as empresas inovadoras no setor de ciências agrícolas nas áreas de proteção de cultivos, controle de pragas não-agrícolas, sementes e biotecnologia das plantas. A empresa oferece uma excelente gama de produtos e extensivos serviços de apoio, tanto para o desenvolvimento de uma agricultura moderna e sustentável quanto para aplicações não-agrícolas. A Bayer CropScience conta com uma força global de trabalho de cerca de 17.800 colaboradores e tem representação em mais de 120 países. No Brasil, conta com mais de 900 colaboradores, uma instalação industrial em Belford Roxo (RJ) e uma Estação Experimental no Estado de São Paulo.
Mais importante conferência científica internacional do café já tem 28 países confirmados
Faltando ainda mais de um mês para a sua realização, a ASIC 2008 (22nd International Conference on Coffee Science) já tem confirmada a participação de representantes de 28 países, sendo 14 nações produtoras e 14 consumidoras de café – as inscrições podem ser feitas pelo site www.asic-cafe.org/asic2008. O número é representativo da importância desta que é a principal conferência científica internacional da cadeia produtiva do café, marcada para ocorrer de 14 a 19 de setembro, na Casa de Campo do The Royal Palm Plaza Hotel, em Campinas (SP). “A edição brasileira da ASIC está batendo todos os recordes. Neste ano, por exemplo, os participantes poderão acompanhar 371 apresentações de trabalhos científicos, além das palestras sobre os dois temas centrais: ’Café e Saúde’ e ‘Tendências do Consumo e a Ciência do Café’; trata-se de um volume quase 50% superior à edição anterior, que aconteceu em Montpellier, na França”, ressalta o presidente do comitê organizador do evento, Dr. Aldir Alves Teixeira.
A edição brasileira do evento, realizado a cada dois anos pela ASIC (Association for Science and Information on Coffee), também terá apresentações sobre outras áreas temáticas, como agronomia, química, biotecnologia, processamento e melhoramento de café. Vinda para o Brasil a convite do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a conferência espera reunir cerca de 700 pessoas, oriundas de 40 países produtores e consumidores de café. A respeito do público, Dr. Aldir informa se tratar de cafeicultores, pesquisadores, técnicos e profissionais ligados à produção, industrialização e consumo de café. “Enfim, são representantes de todos os elos da cadeia produtiva do café, da planta à xícara, que vêm de todos os continentes para o Brasil e, com isso, confirmam a importância do País no cenário internacional do café como maior produtor e exportador e segundo maior mercado consumidor”, ressalta.
Sobre o conteúdo em pauta na ASIC 2008, o presidente da entidade organizadora, Andrea Illy, também presidente da torrefadora italiana illycaffè, destaca o fato de todos os tópicos estarem entre os mais interessantes para a economia cafeeira, como, por exemplo, a sustentabilidade no setor agronômico e a relação entre saúde e consumo de café. Além disso, Andrea Illy frisa que a edição deste ano “ganha interesse particular por conta da liderança do Brasil na economia cafeeira mundial e das transformações extraordinárias realizadas nos últimos dez anos”.
Patrocinadores e Apoiadores
Pela sua importância no cenário global da economia cafeeira, a ASIC 2008 atrai a atenção de renomadas empresas ligadas ao universo do café. Entre os patrocinadores, por exemplo, destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Cafés do Brasil, Nucoffee, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Banco Real. E, entre os 38 apoiadores, estão Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Café Iguaçu de Café Solúvel, Gehaka, Cia Têxtil de Castanhal, Fazenda Tozan, Palini & Alves, Pinhalense Máquinas Agrícolas, illycaffè, Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (FundAg), Casa do Pão de Queijo, Netafim, Laboratório Carvalhaes, Fazenda Daterra, Leme Armazéns Gerais, Cambuhy, Bayer CropScience, Agrosystem, Probat, Agromachine, Kraft Foods, UCC Coffee, Lavazza, Nespresso, Cooxupé, Porto de Santos, Tews Elektronik, Armazém Peneira Alta, Sara Lee, Grupo Octton, Nescafé, Café Canecão, Fapesp, (Fundação de Amparo á Pesquisa do Estado de São Paulo), La Marzocco, Colombo, Melg, Cablevey e Instituto Terra.
Países com participação confirmada na ASIC 2008:
Países produtores – Brasil, Índia, Quênia, Indonésia, Costa Rica, Austrália, Colômbia, República Dominicana, Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, México, República do Congo e Zimbábue.
Países consumidores – Estados Unidos, França, Arábia Saudita, Alemanha, Japão, Holanda, Portugal, Suíça, Itália, Canadá, Israel, Finlândia, Inglaterra e Irlanda.
Serviço
ASIC 2008 (22nd International Conference on Coffee Science)
Data: 14 a 19/9/2008
Local: Casa de Campo do The Royal Palm Plaza, em Campinas (SP)
nformações: (11) 5090-3007 / asic2008@adsbrasil.com.br
Inscrições pelo site: www.asic-cafe.org/asic2008
29/07/2008
Brasil exporta mais óleo de soja aos árabes
As exportações brasileiras de óleo de soja para os países da Liga Árabe aumentaram 470% em junho sobre o mesmo mês do ano passado. O Brasil faturou US$ 4,1 milhões com vendas do produto ao mercado árabe em junho de 2007 e US$ 23,6 milhões no último mês. Em valor, o aumento foi de US$ 19,4 milhões.
Em volume, as exportações de óleo de soja também tiveram crescimento expressivo no período. Elas saíram de seis mil toneladas para 19,1 mil toneladas. Nesse caso, o aumento foi de 219%. Os valores se referem a óleo de soja em bruto e também refinado.
As indústrias brasileiras de óleo de soja, na verdade, ampliaram os seus mercado no mundo árabe no último mês. Em junho de 2007, o único país árabe que havia comprado o produto do Brasil havia sido o Marrocos, do Norte da África. No mesmo mês deste ano importaram óleo de soja do Brasil o Egito, a Tunísia e a Arábia Saudita. O Marrocos não fez compras.
O país árabe que comprou o produto em maior volume foi o Egito, com US$ 13,5 milhões, correspondentes a 12 mil toneladas. O segundo foi Tunísia, com US$ 9,8 milhões e sete mil toneladas. Já os sauditas, terceiro da lista, fizeram compras bem menores, de US$ 255 mil.
O Brasil é um grande exportador de soja e os seus derivados. No último mês de junho, as exportações do complexo soja, que incluem desde óleo até farelo e grãos de soja, ficaram em US$ 2,1 bilhões. Houve um crescimento de 77% sobre o mesmo mês de 2007, quando elas estavam em US$ 1,2 bilhão. Em volume, as exportações do complexo ficaram em 4,9 bilhões de toneladas no último mês contra 4,4 bilhões em junho do ano passado.
Bayer CropScience marca presença no Congresso Brasileiro de Olericultura
Na 48ª edição do Congresso Brasileiro de Olericultura, que acontece entre os dias 27 de julho e 1º de agosto em Maringá/PR, a Bayer CropScience apresentará soluções de seu portfólio para o segmento hortifruti. A demanda por alimentos é cada vez maior e certamente a produção de hortaliças tem um papel importante. De acordo com Ademir Santini, gerente de cultura Hortifruti da Bayer CropScience na região Sul, o valor agregado para os produtores nesse segmento é bastante importante e variável no item comercialização, mas a diferença de valor recebido está relacionada com a qualidade das frutas e verduras produzidas. “É um segmento de especialidade que cresce todos os anos e está cada vez mais profissionalizado”, ressalta.
Entre os destaques da empresa para o 48º Congresso Brasileiro de Olericultura estão o fungicida Censor, de efeito translaminar que atua no controle de doenças ocorrentes nas culturas da melancia, melão e uva e os inseticidas Provado e Connect. O Provado tem ótima performance para manejo dos transmissores de viroses no segmento HF, como mosca branca, pulgões e tripes. Já o Connect é uma solução com efeito Anti-Stress que proporciona às plantas tratadas a possibilidade de desenvolvimento, mesmo em condições adversas como estiagem, calor, ozônio, luz, salinidade, falta de oxigênio, doenças e pragas, que podem causar grande estresse nas plantas.
Estes produtos fazem parte do PINBa – Prevenção Integrada Bayer, exclusivo programa desenvolvido para o controle preventivo de doenças e pragas nas lavouras do segmento de hortifruti, sendo uma importante ferramenta para que o agricultor obtenha maior produtividade e qualidade do que é produzido.
O Congresso Brasileiro de Olericultura é uma importante ocasião para a Bayer CropScience apresentar a todo corpo técnico brasileiro, composto por pesquisadores, consultores e produtores técnicos as novidades de seu portfólio. “É uma grande oportunidade de estar em contato com os formadores de opinião que trabalham a cadeia de frutas e hortaliças no País, discutir novidades e contribuir, de alguma forma, para o desenvolvimento do setor no Brasil. Para isso, a empresa investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento das melhores soluções para atender às necessidades do agricultor no manejo de pragas e doenças das lavouras”, conclui Santini.
Serviço:
48º Congresso Brasileiro de Olericultura
De 27 de julho a 1º de agosto
Centro de Eventos Araucária
Endereço: Av. Carlos Correia Borges, 1188
Maringá/PR
Sobre a Bayer CropScience
O Grupo Bayer é uma empresa global baseada em pesquisa e voltada ao crescimento. Suas principais competências concentram-se nos campos de cuidados de saúde, nutrição e materiais de alta tecnologia. A Bayer CropScience AG, subsidiária da Bayer AG, com faturamento anual de cerca de EUR 5,8 bilhões (2007), é líder mundial entre as empresas inovadoras no setor de ciências agrícolas nas áreas de proteção de cultivos, controle de pragas não-agrícolas, sementes e biotecnologia das plantas. A empresa oferece uma excelente gama de produtos e extensivos serviços de apoio, tanto para o desenvolvimento de uma agricultura moderna e sustentável quanto para aplicações não-agrícolas. A Bayer CropScience conta com uma força global de trabalho de cerca de 17.800 colaboradores e tem representação em mais de 120 países. No Brasil, conta com mais de 900 colaboradores, uma instalação industrial em Belford Roxo (RJ) e uma Estação Experimental no Estado de São Paulo.
Visite o site da empresa: www.bayercropscience.com.br
28/07/2008
Agricultor nordestino terá dez novas cultivares de feijão caupi
As sementes de dez novas cultivares de feijão caupi estão sendo multiplicadas pelo Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Petrolina (PE) e até o final do ano estarão disponíveis para o agricultor familiar. Além de representar alternativa de renda para o nordestino, a ação deverá fortalecer um hábito sertanejo: o consumo do feijão-de-corda - como também é conhecido.
A tradição nordestina vinha perdendo força com a crescente oferta, na região, do feijão tipo carioca – aquele que dá caldo e é preferido nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, explica o gerente do Escritório, Lázaro Eurípedes Paiva. “Com as dez variedades de caupi esperamos resgatar esse espaço na lavoura e na mesa do nordestino”, diz.
Vantagem para a cultura regional, para o bolso do consumidor e para a sustentabilidade do negócio agrícola, aponta Paiva. O cultivo do feijão denominado phaseolus exige condições climáticas e de solo inexistentes no semi-árido nordestino. Isso resulta em aumento no custo de produção ou na importação do alimento de outras regiões do País. Em ambos os casos o consumidor acaba pagando mais caro pelo produto final - ainda mais em tempos de inflação no preço da cesta básica.
Com as novas variedades, adaptadas às diversas características da região e ao gosto dos consumidores, o agrônomo espera boa recepção do produto no mercado. As cultivares foram desenvolvidas por pesquisadores da Embrapa Meio Norte e da Embrapa Agroindústria Tropical.
Ainda este ano, de acordo com o gerente geral da Embrapa Transferência de Tecnologia, José Roberto Rodrigues Peres, a Unidade vai produzir 800 toneladas de feijão caupi para distribuição junto a agricultores familiares cadastrados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A ação está prevista em convênio firmado entre a Secretaria de Agricultura Familar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Segundo Peres, o objetivo da parceria é atender à necessidade de estimular o uso de semente de qualidade com conseqüente aumento de produtividade. “O trabalho associa produção e distribuição de sementes, transferência de tecnologia e capacitação”, finaliza.
Etapa do Ciclo de Atualização em Medicina Eqüina de Salvador abordará reprodução
A próxima etapa Ciclo de Atualização em Medicina Eqüina foi marcado pela Fort Dodge para os dias 8 e 9 de agosto, em Salvador (BA). Em dois dias, os veterinários se reunirão em torno de temas relacionados à reprodução eqüina, no Hotel Vila Galé, em Ondina, entre 8h30 e 17h.
Os palestrantes Marco Alvarenga e Frederico O. Papa, professores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp, de Botucatu, SP), abordarão os seguintes temas: “Problemas e soluções em programas de transferência de embriões”; “Principais distúrbios reprodutivos do garanhão”; “Égua problema - como achar a solução?”; “Avanços em biotecnologia aplicada ao sêmen de garanhões”; “Técnicas avançadas em reprodução eqüina – onde estamos e para onde vamos?”.
O evento faz parte de uma série de cursos destinados à atualização dos veterinários que atuam nas principais regiões eqüestres do País. Nestas oportunidades, a Fort Dodge os reúne em torno dos principais temas ligados à saúde dos eqüinos, com palestras com especialistas renomados sobre reprodução, neurologia, aspectos gastrintestinais, entre outros assuntos. “A participação nos cursos deste ciclo é uma excelente oportunidade de os veterinários abordarem tecnicamente questões relevantes à saúde e bem-estar dos cavalos. Além disso, é um espaço ideal para troca de experiências entre os especialistas e profissionais de regiões diferentes”, comenta Leonardo Alves, gerente de produto da linha de eqüinos da Fort Dodge.
Aos interessados em realizar sua inscrição, a Fort Dodge dispõe informações pelo telefone 0800-701-9987 ou pelo site www.fortdodge.com.br.
Serviço – Ciclo de Atualização em Medicina Eqüina de Salvador (BA)
Tema: Reprodução de eqüinos
Data: 8 e 9 de agosto
Local: Hotel Vila Galé (Rua Morro Escravo Miguel, 320, Ondina)
Realização: Fort Dodge Saúde Animal
Informações: www.fortdodge.com.br ou 0800-701-9987
25/07/2008
Cooperativa Complem entra no times de qualidade da Vallée
O aumento das exportações de lácteos e a criação da Instrução Normativa Nº 51 vêm pressionando cada vez mais a cadeia do leite a produzir um produto com qualidade superior. Diante disso, o laboratório Vallée criou o programa Times de Qualidade, uma consultoria que auxilia empresas produtoras de leite a implementar um sistema de gestão tornando-as mais competitivas e lucrativas e adequando-as ao Sistema de Boas Práticas Agropecuárias.
O trabalho é desenvolvido através de assessoria personalizada dos Médicos Veterinários da Vallée, que atuam em sintonia com os técnicos que prestam consultoria às fazendas. “Nosso objetivo principal é auxiliar as fazendas a encararem a atividade leiteira de uma forma profissional, como empresas produtoras de leite”, completa o veterinário Guilherme de Souza Gomes, Gerente de Serviços Técnicos da Vallée.
A última empresa a aderir ao programa foi a cooperativa COMPLEM (Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos), localizada no Estado de Goiás, que possui mais 3 mil associados.
Com o objetivo de produzir um leite com qualidade assegurada, o Times de Qualidade possui vários módulos de abordagem, entre eles: qualidade do leite, que inclui a contagem de células somáticas, cultura e antibiograma; programa de recria, com treinamento da mão-de-obra; programa sanitário, com a criação de um calendário sanitário; programa de nutrição e reprodução, com análise bromatológica das forragens utilizadas; e o programa de gestão que, através de parceria com a Rehagro (Ideagri) e a Clínica do Leite (Gerencial), visa implantar um sistema de gestão de resultados.
Além da COMPLEM, a Vallée desenvolve o programa Times de Qualidade em importantes bacias leiteiras nas regiões Centro-Oeste (Bom Despacho, Pitangui, Pompéu) e Sul/Sudoeste (São Gonçalo do Sapucaí, Santa Rita do Sapucaí, Itanhandu, Lavras, Bom Sucesso, Pouso Alegre, Passos) de Minas Gerais.
As fazendas e empresas interessadas em fazer parte do Times de Qualidade devem fazer contato com a Vallée através do telefone (11) 5504-4333.
24/07/2008
Alternativas para o semi-árido será tema de seminário durante a II Expocapri Salgueiro
Com o objetivo de organizar o segmento da Caprinovinocultura regional, em especial da agricultura familiar e impulsionar a cadeia produtiva, desde a criação de animais, manejo até o processo final da comercialização de produtos derivados, a cidade de Salgueiro, sertão central de Pernambuco, recebe de 30 de julho a 03 de agosto a II Expocapri Salgueiro. Com uma programação diversificada, o evento vai ser palco para clínicas tecnológicas, curso de culinária, torneio leiteiro, julgamento de raças e o seminário “Alternativas Agropecuárias para o Sertão Central” que será ministrado por pesquisadores de diversas áreas das mais renomadas instituições de pesquisas para o semi-árido.
O seminário vai trazer ao município palestrantes como, Aldomário Rodrigues da EMEPA-PB, que vai apresentar o tema “Caprinovinocultura: produção e agronegócio”. O pesquisador, formado em medicina Veterinária tem mestrado em Produção Animal, focado em características de reprodução, crescimento, mortalidade e produção de leite em caprinos pardo-alemã, anglo-nubiana e sem raça definida (SRD), além de uma especialização em produção animal pela Universidade Politécnica de Madrid. O pesquisador é ainda Consultor SEBRAE/PB na área da Caprinocultura Leiteira, e Coordenador do Programa Leite da Paraíba – FOME ZERO.
Outro destaque do seminário será a palestra do pesquisador Firmino Vieira Barbosa da Embrapa Meio Norte-PI, com o tema, “Galinha Caipira: produção e agronegócio”. O pesquisador é graduado em Zootecnia, com doutorado em BiotecnologIa (UECE/RENROBIO), onde desenvolve atividades de pesquisa no âmbito da geração de sistemas racionais de produção para aves e suínos naturalizados, concentrando estudos na multiplicação e conservação dos recursos genéticos dessas espécies. “Esses pesquisadores vão apresentar o que há de mais novo em pesquisas para racionalizar a produção em busca de um desenvolvimento sustentável para o semi-árido”, explica o coordenador do evento e secretário municipal de agricultura e meio ambiente, Nilton Cavalcanti. Ainda haverá a palestra de Laércio Pulça Junior da Prisma Mel de Petrolina, discutindo a “Apicultura: produção e agronegócio” e Napoleão Eberard da Embrapa Algodão – Campina Grande-PB, com o tema “Lavouras de Sequeiro: produção e agronegócio”.
A II Expocapri Salgueiro vai reservar ainda uma área para demonstração de plantas forrageiras nativas e exóticas adaptadas ao Semi-árido, a exemplo das espécies Pornunça, Mororó, Mandacaru sem espinho, Gliricídia, Leucena, Guandu-forrageiro e Sorgo. A demonstração será feita por técnicos da Embrapa Semi-árido num espaço de meio hectare previamente preparado para o evento. Já os concursos para julgamento de animais leiteiros, qualidade na raça e por peso estarão premiando os vencedores com mais de R$11 mil e as clínicas tecnológicas vão oferecer minicursos para discutir temas como: as principais raças de caprinos e ovinos, sanidade do rebanho, alimentação, manejo geral e reprodutivo. Outro destaque na programação será o minicurso de Fitoterapia, apresentado pela especialista Cristina Coelho. O Governo do Estado, realizador do evento, vai disponibilizar técnicos e animais da Estação Experimental de Sertânia-PE, uma referência regional em Caprinovinocultura.
A Expocapri reserva também uma mostra do artesanato local e artigos de vestuário confeccionados em couro de caprinos. Já as atrações culturais e shows ficam por conta de Flávio Leandro, Os Três do Cariri, Zezito Doceiro e Comando Virgulino.
Pesquisas analisam aproveitamento de resíduos na agricultura
O Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura, tem se preocupado com a destinação final dos resíduos sólidos oriundos de diversas atividades em todo o Estado, e vem buscando alternativas, através do desenvolvimento de pesquisas, que transformem o material em benefícios para a agricultura, como a produção de adubos. Segundo a Pesquisadora do órgão, Fátima Gonçalves, a vantagem é que além da contribuição para a preservação do meio ambiente, os agrotóxicos são substituidos por produtos naturais.
O IPA desenvolve pesquisas em várias diretrizes como a experiência desenvolvida na Estação Experimental de Vitória de Santo Antão, de transformar cigarros sem validade em adubo orgânico. Também existem trabalhos a cerca do aproveitamento do lodo de esgoto e industrial e de rótulos de indústrias de bebidas na produção de fertilizantes, por meio dos processos da compostagem e da vermicompostagem. Na área rural, o IPA estuda a transformação dos estercos de curral em um composto orgânico de melhor qualidade.
Uma das experiências positivas do IPA com relação à transformação do lixo foi o reaproveitamento dos resíduos orgânicos da Ceasa – sobras de frutas e verduras – como adubo na horticultura por meio dos processos de compostagem e vermicompostagem. Segundo a pesquisadora os dois métodos são considerados técnicas ambientalmente seguras e têm produzido um adubo com teor de nutriente satisfatório e sem risco para a população. O trabalho é desenvolvido em parceria entre o IPA, a Fundação de Amparo à Ciência – FACEPE e a Ceasa-PE. A pesquisa contribuiu para minimizar o impacto ambiental causado pelo despejo destes resíduos em aterros sanitários.
LODO
O IPA desenvolve ainda pesquisa sobre o reaproveitamento do lodo de indústria numa empresa privada situada no Cabo de Santo Agostinho objetivando a melhoria dos processos de tratamento e higienização do lodo e a disposição final com ênfase ao uso agrícola. “A destinação final do lodo para fins agrícola e florestal mostra-se positiva devido ao alto teor de matéria orgânica e nutrientes para as plantas”, afirma a pesquisadora Fátima Gonçalves.
23/07/2008
Comercialização de cafés representa 6,3% das exportações do agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de cafés em grãos e industrializados, no primeiro semestre deste ano, registraram volume de 12,9 milhões de sacas de 60 quilos e receita de US$ 2,1 bilhões. Esse valor representa 6,3% do total da pauta de exportação do agronegócio brasileiro no período, que foi de US$ 33,8 bilhões.
Café verde - O Brasil exportou 11,1 milhões de sacas de café verde durante os seis primeiros meses do ano, que totalizaram US$ 1,8 bilhão. No comparativo, o segundo trimestre teve queda de 9% no volume exportado e 7% na receita em relação ao primeiro trimestre do ano. Entre os principais destinos do café verde estão Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica, Japão e Espanha.
Café solúvel - Já o café solúvel contabilizou o embarque de 1,7 milhão de sacas, correspondendo a US$ 284,8 milhões no primeiro semestre de 2008. Em comparação com o primeiro trimestre do ano, houve queda de 3% no volume exportado e aumento de 8% na receita das exportações de café solúvel, no segundo trimestre. Os cinco principais mercados importadores foram Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Ucrânia e Japão.
Café T&M - De janeiro a junho de 2008, as exportações de café torrado e moído (T&M) foram de 76, 4 mil sacas, no valor de US$ 20,4 milhões. Em relação aos primeiros três meses de 2008, o segundo trimestre registrou aumento de 26% do volume exportado e 20% na receita com os embarques de café T&M. Entre os principais destinos, destacam-se Estados Unidos, Itália, Argentina, Japão e Ucrânia.
Importações - Entre janeiro e junho de 2008, o Brasil importou 1,6 mil sacas de cafés industrializados (T&M e solúvel), volume que implicou o dispêndio de US$ 2,46 milhões.
Para o diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Lucas Tadeu Ferreira, se mantida essa tendência do setor cafeeiro, "o Brasil poderá exportar em torno de 30 milhões de sacas de café de 60 quilos com receita superior a US$ 4 bilhões". O diretor lembra ainda que a colheita do café é mais concentrada no segundo semestre do ano".
Biomatrix apresenta em grande feira de negócios da Pecuária Leiteira o Híbrido BM-3061: "A Evolução da Silagem"
A Sementes Biomatrix participa de 23 a 26 de julho da 5a. Semana Coopatos, que será realizada na cidade de Patos de Minas (MG). Trata-se da principal feira de negócios da pecuária leiteira do Alto Paranaíba, reconhecida hoje, como uma das maiores regiões produtoras de leite do Brasil.
O evento, que teve sua primeira edição no ano de 2004, fornece aos associados da Cooperativa Agropecuária de Patos de Minas (Coopatos) e demais produtores rurais do município e região a oportunidade de fazer excelentes negócios, além de obter informações sobre novas técnicas , produtos agrícolas e equipamentos. O evento conta sempre com o apoio e a participação de grandes empresas ligadas à cadeia produtiva do leite e da carne, como a Biomatrix , que foi a empresa de sementes com maior volume de vendas na última edição, em 2007.
Este ano, a Biomatrix pretende repetir o feito com várias novidades, sendo que o grande destaque será o milho híbrido BM-3061, considerado hoje a melhor opção em produção de silagem de alta qualidade neste competitivo segmento da pecuária de corte e leite. De porte alto, o que proporciona grande volume de massa verde, o híbrido possui alta produção de espigas e grãos dentados, que permitem maior período de colheita e melhor aproveitamento pelos bovinos.
Vários associados da Coopatos plantaram pela primeira vez o BM-3061 na última safra, e puderam comprovar seu elevado potencial produtivo e sua excelente qualidade, devido ao seu baixo teor de fibras e consequentemente alta digestibilidade.
Além deste híbrido, a Biomatrix também estará disponível com sua equipe técnica-comercial para apresentar outros híbridos de milho e sorgo, a fim de indicar o híbrido certo para cada tipo de lavoura. Mais informações sobre a empresa Sementes Biomatrix no site www.biomatrix.com.br ou sobre a 5º Semana Coopatos, no site www.semanacoopatos.com.br.
22/07/2008
A Caprinovinocultura vai movimentar Minas Gerais
Despontando como o "futuro" da pecuária brasileira, a caprinovinocultura além de apresentar um grande potencial comercial - com demanda pela carne de ovinos maior do que a produzida no País - é uma atividade que não exige extensas áreas para se desenvolver, o que a diferencia da criação de gado.
E é para apresentar a força deste setor que o pecuarista Antonio Gomes Lemos promove entre os dias 24 e 26 de julho na Agropecuária Alcântara, em Governador Valadares (MG), um evento que promete ser um dos maiores do segmento na temporada 2008. "Nosso objetivo é mostrar desde a evolução genética alcançada por meio da seleção avaliada na pista de julgamento, até o grande potencial mercadológico como alternativa de investimento aos demais setores da pecuária no Brasil", avisa.
Serão três dias de programação intensa com a realização de dois leilões, da 1ª Exposição Especializada Santa Inês e Bôer Alcântara e da 1ª Copa Doadoras do Futuro Santa Inês – com distribuição de R$ 100.000,00 em prêmios, incluindo dois carros 0 Km e várias motocicletas.
As exposições serão ranqueadas pelas entidades: Associação Brasileira de Santa Inês (ABSI), Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos Boer (ABCBOER) e Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (ACCOMIG).
Além das exposições, no dia 25 de julho, serão realizados dois leilões: às 12h00 o "1º Leilão Top Ten Alcântara" com oferta de embriões e babys das 10 melhores doadoras da raça Santa Inês, e às 21h00 com transmissão pelo TV Terra Viva, o "1º Leilão Santa Inês Alcântara" com oferta de 45 lotes de animais de excelente qualidade genética.
Simultâneo às Exposições e aos Leilões, durante todo o período do evento, também haverá o "1º Shopping Alcântara de Produção" com oferta direta de 10 Tourinhos Nelore (P.O.), 10 Tourinhos Gir Leiteiro, 10 cavalos da raça Mangalarga Marchador e 10 Muares Alcântara.
Couro e carne de jacaré precoce sofrem efeitos da alta bovina
A disparada do preço da carne bovina nos últimos 12 meses vem provocando reflexos no valor final de vários alimentos e influenciando também os custos de produção de outros animais. É o caso da criação de jacaré precoce no Pantanal sul-mato-grossense. Como a base alimentar da espécie, em cultivo, é proteína animal (carne bovina), tanto o preço do couro quanto o custo da carne não suportaram um ajuste de quase 100% no valor da arroba do boi em um espaço de um ano e também já estão valendo mais.
De acordo com o médico veterinário e único produtor de jacaré precoce do Brasil, Gerson Bueno Zahdi, só no período entre abril e junho deste ano ficou 30% mais caro produzir couro de jacaré-do-Pantanal precoce, produto extremamente valioso, tanto no mercado interno quanto no externo. “Reduzimos ao limite nossa margem de lucro para tentar manter o mesmo preço do ano passado – R$10,00 o centímetro linear do couro processado, mas isso só é possível hoje para vendas no atacado, ou seja, para encomendas acima de 50 peles”, explicou. Para venda de peças no varejo, o valor final subiu 15% -R$11,50 o centímetro linear.
O couro de jacaré precoce é livre de placas ósseas e 100% aproveitável. “Ele facilita o processo industrial pelas suas características como menor espessura, maior flexibilidade e resistência, o que lhe confere um alto valor agregado, tanto para a indústria quanto para o consumidor final”, garante. Atualmente, o produtor consegue obter mais de 400 peles/mês mas até o final de 2009 Zahdi quer estar colocando no mercado até 1.500 peles/mês.
No caso da carne de jacaré-do-Pantanal precoce – consumida por turistas dentro das fazendas do pecuarista – o custo de produção, só este ano, subiu até 25%. Caso fosse comercializado para o consumidor final o quilo pularia de R$ 40,00 para R$ 50,00 em um raio de até 200 km a partir da região de produção – Pantanal de Miranda/MS.
Zahdi é proprietário das fazendas conjugadas Cacimba de Pedra-Reino Selvagem (226 km de Campo Grande) onde cultiva jacarés precoces, fruto de um trabalho de pesquisa e desenvolvimento genético iniciado há quase 20 anos. Ele estima que – como parte da alimentação dos répteis – utiliza hoje aproximadamente 12 mil quilos de carne bovina/mês. Atualmente conta com um rebanho de 12 mil jacarés, boa parte (precoces) atingindo porte para abate entre 12 e 15 meses de idade. Gerson Zahdi faz a comparação da precocidade de seu rebanho com o desenvolvimento convencional feito no Brasil até então. De acordo com ele, a produção tradicional trabalha com uma idade média de abate em torno de 2,5 anos ou 30 meses
Turismo e gastronomia
O pioneirismo do jacaré precoce trouxe nova fonte de divisas para o pecuarista: o turismo. Além das belezas naturais pantaneiras, quem visita todo o projeto de produção pode interagir com os jacarés (posar para fotos segurando animais), conhecer e manipular as peles curtidas e curadas do animal, ter acesso a material explicativo sobre o cultivo dos répteis, informar-se sobre a viabilidade econômica das peles, e conferir toda atividade produtiva na propriedade. Para aproveitar esta demanda – sobretudo de turistas europeus – a fazenda investiu, entre 2006 e 2007, em uma estrutura de hospedagem com 12 apartamentos.
A cozinha é um detalhe a parte. Os pratos a base de jacaré são um convite ao deleite gastronômico. Da carne do animal precoce só não vai para o prato a cabeça (utilizada, empalhada, como souvenir). Destaques para as “patinhas de jacaré” e “iscas de jacaré” (excelentes tira-gosto), “jacaré ensopado”, "jacarté ao molho de maracujá", o “filé grelhado e flambado” além do exótico “sashimi de jacaré”.
Serviço:
Fazendas Cacimba de Pedra – Reino Selvagem: Mato
Grosso do Sul
Localização: município de Aquidauana/MS - distante apenas 26 km da cidade de Miranda/MS, por onde se faz o acesso rodoviário
Acesso a partir de Campo Grande/MS: BR-262
21/07/2008
Progênie do touro Gir Leiteiro Nobre TE do Cal é destaque na Expoagro 2008
A genética dos touros da Alta Genetics foi destaque na pista da 39º Expoagro (Exposição Agropecuária de Governador Valadares), encerrada no último dia 13 em Minas Gerais. Filhos e filhas de touros Nelore, Guzerá, Girolando e Gir em coleta na Alta Genetics, conquistaram diversos títulos na exposição.
O maior destaque foi para a progênie do touro Gir Leiteiro, Nobre TE da Cal. Édipo do Vale Azul, seu filho, foi o Grande Campeão da Expoagro 2008. Já Dalila do Vale Azul, também uma filha do touro Nobre, foi Campeã Vaca Adulta.
O touro Nobre também foi destaque no Concurso Leiteiro: a vaca Girolanda meio sangue Uberaba da Vale Verde, sua filha, teve média de 52,400 quilos de produção de leite.
Esses resultados só engordam a extensa lista de conquistas da progênie do Touro Nobre TE do Cal, que é também destaque no Sumário da Embrapa ABCGIL e o recordista em venda de sêmen com mais 130 mil doses comercializadas.
Embrapa divulga Produção Integrada de Frutas em evento para setor supermercadista
A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas - BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), participa, de 21 a 23 de julho, da Feira e Convenção Baiana de Supermercados, Atacados e Distribuidores (Superbahia 2008), no Centro de Convenções de Salvador (BA), que deve atrair cerca de oito mil visitantes.
No seu estande, a Embrapa e parceiros (Itacitrus e fazendas Lagoa do Coco e Alphavale) vão apresentar aos diversos agentes do setor de supermercados e ao consumidor em geral a Produção Integrada (PI), um sistema moderno que garante um alimento saudável e de melhor qualidade para o consumidor.
Na oportunidade, haverá exposição e degustação de frutas oriundas desse sistema produtivo. Será lançada também uma campanha de marketing com a marca fantasia “Selecta Brasil: A fruta de primeira.”
Certificação
A Produção Integrada é um conjunto de práticas agronômicas que assegura a qualidade e produtividade da cultura, priorizando princípios baseados na sustentabilidade, aplicação de recursos naturais e regulação para substituição de insumos poluentes, utilizando-se instrumentos adequados de monitoramento do processo e rastreabilidade de toda cadeia, desde as áreas de cultivo até a mesa do consumidor.
Segundo José Eduardo Borges de Carvalho, pesquisador da Embrapa e coordenador da Produção Integrada de Citros na Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul, a tendência mundial é a busca por alimentos seguros e de alta qualidade. “A PI pretende, principalmente, estabelecer uma relação de confiança com o consumidor. Ele tem a certeza de que o produto está conforme os requisitos especificados nas Normas Técnicas Específicas de cada produto”, explica.
Os produtos são certificados por empresas que realizam auditorias nas propriedades que aderem ao sistema. O selo tem a chancela oficial do Mapa e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
O Brasil já tem 18 culturas incluídas no sistema (banana, caju, caqui, coco, figo, goiaba, laranja, lima ácida 'Tahiti', lima da pérsia, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, morango, pêssego, tangor 'Murcot' e uva), com NTEs definidas. Atualmente, estão sendo elaboradas as NTEs para abacaxi, ameixa, mangaba e nectarina. A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical é responsável pelos projetos de abacaxi (Bahia, Tocantins e Paraíba), banana (Bahia e Minas Gerais) e mamão (Extremo Sul da Bahia), além de citros (Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul).
A programação técnica do evento inclui 12 palestras sobre temas como segurança dos alimentos, saúde no trabalho, automação comercial, direito do consumidor e gestão eficiente dos estoques. Uma delas, “Frutas certificadas: um mercado a ser trabalhado”, será ministrada no dia 22, das 20h às 21h, por Luiz Carlos Bhering Nasser, coordenador geral de Sistemas de Produção Integrada e Rastreabilidade do Mapa.
Mais informações sobre Produção Integrada no endereço http://www.cnpmf.embrapa.br/index.php?p=pif.php
19/07/2008
Tecnologias da Embrapa serão aplicadas para aumentar a produção de leite no Acre
O governador do Acre, Binho Marques, inaugurou na última sexta, 11, a Estação de Melhoramento e Difusão de Genética Animal (EMDGA), localizada na sede da Embrapa Acre, em Rio Branco. Trata-se de um moderno laboratório de melhoramento genético animal, que utilizará parte do acervo de tecnologias desenvolvidas na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Além do governador estiveram presentes à cerimônia o chefe da Embrapa Acre, Judson Valentim, o senador Tião Viana, o presidente do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Acre e ex-governador, Jorge Viana, secretários, empresários rurais e pecuaristas de várias regiões do Estado do Acre. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia foi representada pelo técnico Regivaldo Vieira de Sousa.
Para a implantação e início de funcionamento da Estação foram adquiridas 25 fêmeas da raça Gir leiteira, de comprovado potencial genético, que servirão como doadoras de embriões. O trabalho começará com 40 pequenos pecuaristas, mas a meta é atender cerca de 400 produtores até 2010, propiciando ao rebanho bovino leiteiro do Acre animais de alto padrão genético a um custo acessível. Eles serão selecionados entre produtores de leite em atividade, vinculados a associações ou grupos organizados, respeitando critérios que serão estabelecidos pela EMDGA.
O laboratório adotará, a princípio, Inseminação Artificial (I.A), Transferência de Embriões (T.E), Produção In Vitro de Embriões (PIVE), Sexagem de Embriões e formação de Bancos de Embriões, tecnologias dominadas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e repassadas aos técnicos através de cursos realizados no Campo Experimental da Unidade, em Brasília-DF. “Três veterinários integrantes da EMDGA participaram dos nossos cursos”, disse Regivaldo.
Tecnologias pioneiras
A próxima meta é formalizar a participação da EMDGA na Rede Pive (Produção in vitro de embriões), projeto inovador que funciona, nas principais regiões de produção pecuária, a partir de uma rede de parceiros da iniciativa privada e pública, permitindo mais rapidez no intercâmbio entre produtores e pesquisadores, agilizando a adoção das inovações tecnológicas pelo setor produtivo.
Outras técnicas serão incorporadas à rotina de trabalho da EMDGA, como a bipartição de Embriões, que deu ao Brasil e à Embrapa a primazia no nascimento, em 1989, dos primeiros bovinos gêmeos monozigóticos da América Latina. Com essa técnica, em 2005, foram obtidas as potras “Branca” e “Neve”, oriundas de um único embrião, dividido em partes iguais que, após regenerados, foram transferidos para éguas receptoras, ou “mães de aluguel”.
A Fecundação In Vitro, ou FIV, levou a Embrapa à obtenção dos primeiros zebuínos "de proveta" do mundo, em 1994. Essas e outras biotécnicas resultaram na clonagem ou transferência nuclear de embriões, que é a produção de vários bezerros a partir de um único embrião, culminando com o nascimento da bezerra Vitória da Embrapa, primeiro animal clonado da América Latina, em 2001, e na bezerra Lenda da Embrapa, concebida e partir de células retiradas de um animal morto, abrindo para a ciência a possibilidade de recuperação de características genéticas de animais de alto valor produtivo.
Os bovinos, também clonados, Porã e Potira, animais da raça Junqueira, em perigo de extinção, significaram o resgate de parte da história do Brasil e uma esperança para as outras raças que fazem parte do Banco Brasileiro de Germoplasma Animal, projeto coordenado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
17/07/2008
Bayer CropScience alerta triticultores para controle do complexo de doenças
Os triticultores, muitas vezes, focam seus esforços no controle em uma ou algumas das doenças que atingem a cultura. Porém, é importantíssimo estender esses esforços para todo o complexo de doenças, que pode gerar sérias perdas de produtividade e prejuízos significativos aos produtores. Neste sentido, o manejo integrado, que consiste na adoção conjunta de estratégias de tratamento das lavouras, é o grande aliado dos produtores.
O trigo é uma cultura muito sensível e a adoção de tecnologia no campo é fundamental para se obter resultados expressivos de produção. Por isso, é imprescindível atentar-se para qualquer sinal de doença. O pesquisador e professor da Universidade de Passo Fundo/RS, Carlos Alberto Forcelini, destaca a importância do controle na área foliar das plantas de trigo. “As doenças foliares podem causar danos elevados à cultura. É fundamental assegurar que de três a quatro folhas em cada planta do trigo estejam sadias, o que possibilitará o potencial de 50 a 60 sacas por hectare”.
Para o controle, nada melhor que o cuidado preventivo, por meio de tratamentos específicos para cada fase da planta. “O investimento em produtos eficazes nos diferentes estágios do trigo traz ganhos no futuro ao dispensar a necessidade de providências emergenciais de manejo de doenças em estágio já avançado”, explica Forcelini.
O dinamismo das doenças de uma safra para a outra é grande, aspecto que dificulta o manejo da cultura. “Além da dinâmica das doenças, a cultura do trigo raramente é atacada por uma só doença. Por isso, é importante atentar-se para todo o complexo de doenças a fim de não ser surpreendido e garantir que a cultura alcance produtividade e lucratividade”, alerta Forcelini.
Segundo o engenheiro agrônomo Hélcius Wiecheteck da Fazenda São Bento, município de Tibagí – PR, quando ocorre a falta de controle aliada ao plantio de variedades suscetíveis e clima favorável ao desenvolvimento das doenças, a perda pode chegar a quase 100%. Isso porque, além da produtividade, ainda existe o agravante da “qualidade do produto colhido”, prejudicada pelas condições adversas e que podem significar dificuldade de comercialização.
Existem alguns cuidados que o produtor não pode abrir mão para evitar perdas oriundas de doenças e, conseqüentemente, baixas produtividade e lucratividade. Wiecheteck, que além de administrar a fazenda de sua família, atua no planejamento e assistência técnica agrícola, ressalta alguns fatores. “Algumas medidas são indispensáveis, como a rotação de culturas, o monitoramento contínuo e o controle preventivo. Além disso, conhecer as características da variedade plantada e, principalmente, utilizar um tratamento de sementes eficiente com fungicida e inseticida representam providências fundamentais, que visam reduzir perdas na cultura do trigo e prevenir que suprimam o potencial produtivo das cultivares”.
O Nativo, fungicida de alta tecnologia da Bayer CropScience, foi desenvolvido para atender às necessidades dos triticultores no que se refere ao manejo do complexo de doenças do trigo. Diante da preocupação desses produtores com as diversas doenças que afetam a cultura, o Nativo proporciona maior controle de fungos como oídio, ferrugem, manchas foliares e giberela, que causam danos severos à produtividade e à qualidade do trigo.
A adoção preventiva do fungicida da Bayer CropScience, somada à outras ações como o uso de sementes certificadas, adubação equilibrada, manejo adequado e o monitoramento constante das lavouras, contribuem para o melhor equilíbrio da produção da cultura.
“O Nativo é um fungicida que proporciona a defesa completa para o trigo. Com a adoção do Nativo, o triticultor poderá proteger sua lavoura contra as principais doenças que podem atingir folhas e espigas. Este principal atributo de Nativo, juntamente com as demais práticas de manejo integrado, podem proporcionar mais proteção e contribuir de forma significativa para a expressão total do potencial produtivo da lavoura”, destaca Rodolpho Leal, gerente de cultura Trigo, da Bayer CropScience.
16/07/2008
Viacava fará leilões de prenhezes e bezerras de cabeceira e de produção
O mocheiro Carlos Viacava selecionou 10 bezerras nascidas entre setembro de 2007 e janeiro de 2008, escolhidas entre as melhores da safra, para o Leilão Nelore Mocho CV, que ocorrerá no dia 25 de julho (sexta-feira), às 20 horas, na Fazenda São José, em Paulínia (SP). Também foram apartadas 15 prenhezes das principais doadoras do plantel CV e dos rebanhos dos convidados que participarão do remate.
“Estamos fazendo uma homenagem especial à matriz Montanha de CV, cujas filhas e netas estão compondo nosso time de doadoras de prenhezes em oferta”, conta o criador. Entre os destaques do leilão Viacava também aponta uma prenhez de Grelha da JAP (Bacana da JAP), grande campeã da exposição de Avaré e da Feicorte 2008, propriedade de Valdir Figueiredo, que a adquiriu de Fernando Paranhos (Japaranduba), na Expozebu 2008, em Uberaba (MG). “O comprador poderá escolher entre a prenhez de Bitelo ou de Basco”, informa.
“A partir das 15h00, a fazenda estará aberta aos visitantes para conhecer os animais e para confraternização com os mocheiros”, convida. À noite, após a entrega do “Prêmio Gina Viacava de Fertilidade” – já tradicional –, começará o leilão, durante o qual será servido um churrasco de carne Nelore Natural.
No dia 26 (sábado), às 13 horas, será realizado o 10º Leilão de Produção, com animais criados e recriados em regime de pasto. Para comemorar a 10ª edição, a oferta terá 60 fêmeas Nelore Mocho PO, entre novilhas com prenhez confirmada e vacas jovens paridas, e 180 touros PO das safras 2005/2006 e 2006/2007, avaliados pelo Programa Nelore Brasil (USP/ANCP), além de 20 touros Brahman do convidado especial Ricardo Viacava.
Das fêmeas, 10 foram selecionadas pelos convidados, segundo o criador. Ele acrescenta que todos os animais vêm com fertilidade garantida e registro definitivo pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). “Entre os machos estarão 10 touros para repasse em rebanhos PO e candidatos à contratação pelas centrais de inseminação”, conta.
Serviço:
10º Leilão Nelore Mocho CV
Oferta: 19 bezerras e 15 prenhezes
Data/Horário: dia 25 de julho (sexta-feira), às 20 horas
10º Leilão de Produção
Oferta: 60 fêmeas e 180 touros PO Nelore Mocho e 20 touros PO Brahman
Data/Horário: dia 26 de julho (sábado), às 13 horas
Local: Fazenda São José, Paulínia (SP)
Leiloeira: Programa Leilões, telefone (43) 3373-7077
Transmissão: Canal do Boi
Perdigão cria programa para garantir recebimento de leite
Empresa que mais agressivamente investiu no leite desde o ano passado no país, a Perdigão se estrutura agora para garantir a oferta de matéria-prima para processamento em suas regiões de atuação. E o esforço é para garantir oferta de leite não apenas onde já tem unidades, mas também nas regiões onde terá indústria no futuro, como em Bom Conselho (PE). Lá, a Perdigão constrói complexo industrial - com plantas de lácteos e de embutidos de carnes - que entrará em operação a partir do primeiro trimestre de 2009.
Nas regiões onde a empresa já está em operação em lácteos e também em aves e suínos - como Goiás -, a Perdigão busca garantir o fornecimento da matéria-prima com um programa para estimular aqueles que já são seus integrados a investirem também na produção de leite.
Com 446 integrados no sudoeste de Goiás, sobretudo em Jataí e Rio Verde, onde está seu maior complexo industrial, a Perdigão quer captar um bom volume de leite na região para levar a matéria-prima para Itumbiara, diz Ricardo Menezes, diretor de relações institucionais. Em Itumbiara, está uma unidade de lácteos da Eleva, comprada pela Perdigão em outubro passado.
A empresa deve investir na construção de posto de recepção e concentração de leite na região de Jataí. De acordo com Fernando Henrique Peres, prefeito de Jataí, a Perdigão sinalizou que poderia captar 300 mil litros/dia na região. Menezes diz que o estudo para esse investimento ainda não foi concluído.
O plano para Bom Conselho (PE) também é que parte da produção de leite seja integrada no futuro. Mas em um primeiro momento, a Perdigão aposta no programa Fideliza Leite, para garantir a oferta do produto quando a fábrica de Pernambuco entrar em operação. O programa será lançado oficialmente hoje no município, e está prevista a presença do governador Eduardo Campos (PSB).
Num segmento em que é difícil "segurar" o fornecedor por conta da instabilidade de preços, a Perdigão quer conquistar produtores - e já começou a fazê-lo em Bom Conselho, mais de seis meses antes de a fábrica entrar em atividade. "O Fideliza Leite é um programa de relacionamento que estamos estabelecendo para que quando Bom Conselho entrar em operação já haja relação comercial entre os produtores e a empresa", explica Menezes.
Até agora são 30 os produtores cadastrados - 20 já estão entregando leite para a Perdigão. Os 18 mil litros diários que a indústria recebe estão sendo transformados em leite em pó na Cooperativa Camila, em Alagoas, enquanto a Perdigão não tem processamento. Quando entrar em operação, a Perdigão deve processar 150 mil litros por dia, mas o projeto prevê capacidade total de 300 mil litros diários.
De acordo com o diretor geral de lácteos da Perdigão, Wlademir Paravisi, os 20 produtores já receberam, sob regime de comodato, os tanques para estocagem e resfriamento do leite. A parceria com a Perdigão também prevê assistência técnica e insumos - como ração e medicamentos - a preços de custo ao produtor. Isso foi possível porque a própria Perdigão acertou com uma empresa de rações a formulação do insumo.
A chegada da Perdigão já mexe com Bom Conselho, uma das maiores bacias leiteiras de Pernambuco. E também com os produtores. Caso de Valfrido Curvelo, que pretendia abandonar a pecuária de leite pela "falta de segurança em relação a preço" depois de quase 40 anos produzindo.
Ele chegou a produzir 1.000 litros de leite por dia em sua propriedade. Desanimado, reduziu para 500 litros. Mas Curvelo, que é veterinário, mudou de idéia depois que a Perdigão decidiu se instalar por lá. Até 2002, ele entregava leite para Parmalat, em Garanhuns, e ultimamente fornecia para o Laticínio Alami e para a Coaleão. A parceria com a Perdigão prevê pagamento de prêmio por qualidade do leite, informa o produtor. Paravisi avalia que o número de produtores ligados ao Fideliza pode chegar a 500 no futuro.
No médio prazo, a Perdigão colocará em prática outro projeto, o Integraleite, em moldes semelhantes ao que tem em aves e suínos. Nesse programa de integração, a empresa vai repassar bezerras aos produtores de leite, que terão financiamento do Banco do Nordeste para pagar os animais. Segundo Paravisi, o Integraleite atenderia 10% da demanda de leite da empresa em Bom Conselho.
Para alavancar ambos os programas, a Perdigão está implementando uma fazenda experimental em Bom Conselho. O objetivo é desenvolver tecnologias de pecuária leiteira, como alimentos para os animais e melhoramento genético.
A integração no leite - para garantir oferta e melhorar a renda dos produtores - também faz parte de estudos da Sadia que não investiu diretamente em lácteos, mas fez uma joint venture com a americana Kraft, para produção de queijos. Apesar de ainda em fase embrionária, a empresa admite estudos nessa direção. Uma saída para melhorar a rentabilidade dos atuais integrados de aves e suínos seria estimular a produção de leite por parte desses agricultores . A matéria-prima poderia ser destinada à produção de queijo na joint venture que tem com a Kraft.
15/07/2008
Embaixador da Tunísia quer cooperação com o Brasil para incrementar pesquisa com trigo
Seifeddine Cherif, embaixador da Tunísia no Brasil, conheceu as pesquisas desenvolvidas com trigo pela Embrapa Cerrados (Planaltina -DF) na manhã de ontem (14/07). O embaixador e o primeiro secretário Mohamed Tascou mostraram interesse em organizar visitas técnicas e troca de material genético de trigo. A Tunísia, no norte da África, é o maior consumidor mundial de trigo per capita.
Segundo Cherif, o país necessita de cultivares de trigo mais tolerantes à seca. "Temos boa experiência com a produção de azeite de oliva e tâmaras, mas temos esta necessidade com relação ao trigo", comentou. O pesquisador Walter Quadros deu explicações sobre o desenvolvimento de cultivares de trigo para o Cerrado e mostrou um experimento no campo.
O veterinário José Robson Sereno, chefe-geral da Embrapa Cerrados, e a pesquisadora Marília Santos Silva, articuladora internacional da Unidade da Embrapa, acompanharam o embaixador e trocaram idéias para dar início a uma parceria. Cherif mostrou interesse em organizar um intercâmbio técnico entre os dois países.
"O ministro Celso Amorim esteve na Tunísia em junho e discutiu a possibilidade de troca de experiências na área de agricultura. A Embrapa tem boa reputação em todo o mundo, e achamos viável fazer esta prospecção para apresentar nossas necessidades e mostrar também o que podemos oferecer", destacou Cherif.
14/07/2008
Professora é a primeira mulher a vencer no Arrancadão de Tratores
A professora Irani “Nica” Kreutz, de Maripá, no Oeste do Paraná, é a grande estrela do 2º GP de Arrancada de Tratores do Mato Grosso. Pilotando o trator da equipe Penélope Charmosa, ela venceu a prova disputada hoje (domingo) em Primavera do Leste, derrotando na final Armando Boldrin Júnior, da equipe Disort Racing. Desde 2003, quando venceu o GP de Maripá, Boldrin não chegava a uma final.
As mulheres foram destaque em Primavera. Na disputa de terceiro lugar, a dona de casa Darli Drisner, também de Maripá, levou a melhor sobre David Bretzke, da equipe Metracol. Darli defende a equipe Cobra Racing. Em nova disputa de família, Anildo Schanoski, da equipe 601, venceu seu primo Ivan Schanoski, da equipe Azulão, e conquistou o quinto lugar da prova. Os dois fizeram a final do GP de Piracicaba no mês passado, quando Ivan sagrou-se campeão.
Organizado pela HSJ Desenvolvimento, o GP de Primavera do Leste atraiu cerca de 13 mil pessoas à pista do Parque de Exposição da cidade. A prova teve o patrocínio da Vipal e da Firestone, apoio da Prefeitura de Primavera do Leste e supervisão da Federação Mato-grossense de Automobilismo (FEMTAU).
O GP de Primavera foi marcado também por quebras dos favoritos. O paraguaio Alexandre Poland, vencedor do ano passado, dominou as baterias eliminatórias de ontem, mas quebrou a caixa de câmbio do motor do trator da equipe QM na última arrancada e não teve como competir hoje. Dorval Conci Júnior, que passa a competir pela equipe Ferrari Rural, quebrou o cabeçote do motor e apesar da equipe trabalhar até as 5 horas da manhã de hoje para colocar novamente o “vermelhinho” na pista, o rendimento não foi o mesmo e ficou fora das semifinais. Os primos Anildo e Ivan Schanoski tiveram as turbinas de seus motores quebradas nas eliminatórias de hoje. Rodrigo Borghetti, piloto de Primavera do Leste, fez boa estréia e mesmo adaptando-se à categoria esteve no pelotão intermediário, conseguindo o tempo de 11s033. Ele promete brigar por uma vaga nas semifinais em Não-Me-Toque (RS), em outubro.
Emoção da campeã
Nica vibrou muito com sua vitória, agradecendo a sua família pelo apoio e ao preparador Inézio Batistton pela dedicação. No ano passado ela tinha conquistado o segundo lugar em Primavera do Leste. “É uma emoção impar conquistar a primeira vitória no Arrancadão de Tratores. Ela estava amadurecendo a cada GP e é resultado do trabalho e o amor ao esporte. Ela mostra também que as mulheres têm condições de ocuparem o seu espaço e competir de igual para igual com os homens”, frisa Nica.
O próximo GP de Arrancada de Tratores está marcado para os dias 18 e 19 de outubro, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul.
Resultado do Arrancadão de Tratores em Primavera do Leste
1º) Irani “Nica” Kreutz (Maripá), 9s358
2º) Armando Boldrin Júnior (Toledo), 9s437
3º) Darli Drisner (Maripá), 9s744
4º) David Bretezke (Maripá), 9s880
5º) Anildo Schanoski (Maripá), 9s894
6º) Ivan Schanoski (Maripá), 11s420
Prevenir doenças reprodutivas melhora os resultados da estação de monta
A Fort Dodge dispõe ao mercado duas vacinas que protegem o gado das principais doenças da esfera reprodutiva, que causam aborto e infertilidade nos bovinos. Ao preparar os animais para a reprodução a campo na estação de monta, os criadores encontram nas vacinas Triangle 9 e Leptobac 6 excelentes ferramentas para melhorar a produtividade do rebanho sem aumentar o número de vacas e, com isso, obter melhores resultados em termos de rentabilidade com os nascimentos dos bezerros, informa o veterinário Cleber Silva, gerente de produto da linha de gado de corte da empresa.
A respeito da Triangle 9, Silva conta que, além de proteger o gado de doenças reprodutivas, a vacina protege contra enfermidades respiratórias que acometem principalmente os animais jovens e bovinos confinados. “Há melhoras significativas nos níveis de fertilidade do plantel, os quais exercem influência direta sobre a produção de leite e de bezerros, como, por exemplo, a redução do intervalo entre partos”, explica.
Sobre a Leptobac 6, o veterinário atribui a importância desta vacina ao combate à leptospirose que, nos bovinos, pode ocasionar abortos, alterações congênitas, distúrbios reprodutivos (retenção de placenta e natimortos), contribuindo para subfertilidade e perdas da produção de leite devido a problemas como mastites. Ele informa que, embora a leptospirose acometa ambos os sexos, as perdas são mais significativas nas fêmeas. “Ao vacinar o gado e evitar problemas reprodutivos na estação de monta, os pecuaristas têm um excelente custo-benefício, pois os pontos positivos sobre a fertilidade geram aos produtores resultados positivos sobre a rentabilidade da atividade pecuária”, comenta.
Aos criadores que vacinam o gado com Triangle 9 e Leptobac 6, Silva informa que a Fort Dodge dispõe de uma equipe técnica preparada para auxiliar nos diagnósticos das doenças reprodutivas. Para isso, realiza visitas às propriedades e centrais de biotecnologia e ainda oferece exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico e um programa voltado à segurança de rebanhos que trabalham com biotecnologia de embriões, o projeto Embrião Saudável, o qual realiza em parceria com o Instituto Biológico de São Paulo.
Sobre a Fort Dodge
A Fort Dodge é líder mundial no desenvolvimento e fabricação de vacinas, sendo a quinta maior fabricante de produtos de saúde animal do mundo. A empresa é a divisão veterinária do grupo farmacêutico de atuação mundial Wyeth, um dos maiores laboratórios do gênero no mundo
11/07/2008
Honda reforça os benefícios do quadriciclo com o Fourtrax Experience
Nada melhor do que pilotar um quadriciclo e conferir na prática as suas características e seus benefícios. Para isso, a Honda desenvolve em conjunto com a sua rede de concessionárias o "Fourtrax Experience". E nos dias 11, 12 e 13 de julho em Rondonópolis, Mato Grosso (MT), os potenciais clientes da região terão a oportunidade de conhecer um pouco mais os atributos do veículo. O público participará de um test ride num roteiro de aventura, organizado por um grupo de profissionais especializados, contratados pela Honda e com apoio da Moto Campo, concessionária habilitada da marca.
O que poucos sabem é que o ATV (All Terrain Vehicle) tem grande capacidade de transposição de obstáculos off-road, atravessar riachos, ultrapassar subidas ou descidas escorregadias, transpor pedras, cavas e buracos. Enfim, quanto mais difícil o terreno, mais se destaca a capacidade de superação do veículo.
Os primeiros resultados do projeto foram surpreendentes. Em 2007, ocorreram 12 etapas por diversas regiões do Brasil. Além de entender o conceito do produto e a proposta de utilização, os potenciais clientes aprendem por completo as vantagens do quadriciclo e descobrem que o lazer off-road é diversão garantida.
Apoio total da rede de concessionárias
Para colocar a ação em prática, a Honda conta com a colaboração de 69 concessionárias na divulgação promocional da atividade. Com profissionais especializados, equipados com um "motor-home" e uma pick-up de apoio, o Fourtrax Experience busca aproximar e surpreender os clientes. Além de indicar possíveis áreas para a realização do evento, os revendedores são responsáveis pela recepção e acompanhamento dos participantes do test ride.
Em 2008, as atividades foram estendidas para as regiões Nordeste e Centro-Oeste, além de continuar no Sudeste e o Sul do Brasil.
TRX 420 Fourtrax: promete atrair ainda mais os consumidores
A Honda apresentou recentemente o seu mais novo modelo: o TRX 420 Fourtrax. Símbolo de evolução tecnológica, o quadriciclo se consagra pela sua resistência, robustez e versatilidade no lazer off-road e no trabalho agrícola. Destaques para o potente motor de 420 cc, alimentado por sistema de injeção eletrônica PGM-FI, sistema de arrefecimento à líquido e freios dianteiros à disco. Com novas suspensões e transmissão, o piloto tem excelente dirigibilidade e segurança para transpor áreas alagadiças e de difícil acesso.
No Brasil, a Honda foi a pioneira ao iniciar a produção, em 2001, com o TRX 350 Fourtrax. A empresa enfrentou desafios até atingir, em 2007, o recorde de vendas com a comercialização de 1.059 unidades. Tudo isso é resultado de investimentos e trabalho constante para firmar o segmento no País.
Serviço:
Os interessados em participar do Fourtrax Experiencie, em Rondonópolis (MT), podem entrar em contato com a concessionária Moto Campo (Fone: 66-3411-6000).
Schweinberg confirma presença no Arrancadão de Tratores do MT
Depois de capotar e destruir completamente seu trator nas baterias classificatórias do GP de Piracicaba, no mês passado, Alexander Schweinberg está de volta ao Arrancadão de Tratores. Ele confirmou presença no GP de Primavera do Leste, no Mato Grosso do Sul, a ser realizado sábado e domingo. Ele chega a Primavera no início da noite desta sexta-feira para tentar colocar a equipe Bad Boy, patrocinada pela Robiel, as semifinais da competição.
Segundo Alexander, o preparador Batia fez um novo trator em tempo recorde. “Ele trabalhou 15 horas por dia e vamos a Primavera em condições de realizar uma boa prova. O acidente é coisa do passado e não influenciará a minha forma de pilotar”, acentua Schweiberg, que tem em seu currículo a vitória no GP de Fraiburgo (SC), em 2006.
O GP de Primavera do Leste terá organização da HSJ Desenvolvimentos, patrocínio da Vipal e da Firestone, apoio da Prefeitura de Primavera do Leste e supervisão da Federação Mato-grossense de Automobilismo (FEMTAU).
A venda antecipada de ingressos será feita até sábado ao meio dia. O Passaporte para sábado e domingo custam R$ 15,00. Os primeiros mil compradores ganham um boné oficial do evento. No domingo, nas bilheterias do evento, o preço será R$ 10,00. Crianças até 10 anos a idosos acima de 60 entram de graça. Em Primavera do Leste, os ingressos estão sendo vendidos em Lojas de Conveniências; em Alegretti, nas revendas Firestone, e em Rondonópolis na loja de conveniências do Posto Simarelli do Shopping.
Programação
A programação começa sábado com a realização de treinos livres das 16h30 às 18h30. Às 20h30 acontece a solenidade oficial de abertura da competição, seguida da realização das baterias classificatórias noturnas; às 22h30 acontece a apresentação da equipe Zerinho Bomba Show e às 23 horas encerram-se as baterias classificatórias noturnas.
No domingo as atividades reiniciam os treinos livres das 10 às 11h30. As baterias classificatórias começam às 13 horas; 15h30, apresentação da equipe Zerinho Bomba Show; 16 horas, disputas das semifinais; 17 horas, disputa da final e às 17h30, solenidade de pódio, com premiação dos vencedores.
10/07/2008
Paulo Afonso Schwab - "Precisamos da extensão rural. Urgente!"
Durante a realização do primeiro Encontro Nacional de Inspetores Técnicos da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco), no final do ano passado, em Avaré, São Paulo, o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, de Botucatu, SP, Edson Siqueira, foi enfático em afirmar que “não adiantava o país dispor de pesquisas avançadas na área, se a extensão rural não caminha no mesmo ritmo”. Quis dizer com isto que se não houver extensão rural organizada, que leve ao campo os resultados dos trabalhos realizados pelas diversas instituições de pesquisas existentes no Brasil, de nada vai adiantar prosseguir e investir nesta atividade.
No início de minha carreira, no Rio Grande do Sul, fui trabalhar na Ascar, empresa que seria o embrião da hoje Emater. Minha região de atuação foi Rosário do Sul no oeste do Estado. Realizava atividades em várias áreas, não só em ovinocultura, que eu conhecia bastante pela vivência que tinha na propriedade de meu pai. Por esta experiência que tive e pelos anos que pude constatar a eficiência e a importância da Extensão Rural para o agronegócio, sou obrigado a concordar com o professor Siqueira.
E não só concordar como também ressaltar que muitos avanços obtidos pelo produtor rural no que tange a questões de melhorias no manejo, nas questões sanitárias e na produção como um todo, conquistando melhor produtividade na fazenda, foram conquistadas devido à existência de um suporte dado pela Extensão Rural. Isto porque, os técnicos que atuam nesta atividade, fazem realmente um trabalho fantástico ao serem “consultores” dos produtores, no que concerne à sua atividade no campo.
E por saber e compreender esta importância, não posso deixar de ficar entristecido e indignado ao perceber que muitos governos estaduais estão desmantelando às suas empresas de Extensão Rural. Seja por corte nas verbas, seja pela demissão de técnicos que prestavam importantes serviços e eram especializados nas suas áreas, o fato é que muitas Emater ou assemelhadas, estão perdendo força, vitalidade e capacidade de prosseguirem com suas importantes ações no campo. Um exemplo claro disto foi perceber que em recente reunião da Câmara Setorial de Ovinocultura do RS, o técnico da Emater que foi designado a se fazer presente, era especializado em bovinos de leite. Não há mais, nos quadros da entidade, técnicos especializados em ovinos.
A ovinocultura hoje depende muito de conhecimento. De aplicação dos conhecimentos que estão sendo gerados nas instituições de pesquisas. De um técnico que vá a campo e oriente o produtor a melhorar o seu manejo, a evitar perdas no rebanho, e ganhar mais dinheiro com a atividade, via aplicação destas pesquisas. Sabemos que os esforços são grandes para tentar manter as Emater como deveria, mas não podemos deixar de dizer que este é um serviço que precisa ser ampliado, fortalecido e mantido porque os benefícios que trazem para o campo são inestimáveis.
É preciso chamar a atenção de todos os governantes que manter em atividade uma Emater é a garantia de boas produções no campo. Diminuição de perdas e, ao final de tudo, fortalecimento do agronegócio, mantendo o homem no campo. Por isto tudo que mostramos, quero reafirmar que precisamos muito da Extensão Rural, e isto é Urgente! Porque ela é quem vai auxiliar na melhoria dos conhecimentos dos produtores de ovinos e, por conseqüência, no aumento do nosso rebanho.
Médico Veterinário, agropecuarista e criador de ovinos das raças Corriedale e Texel, em Cachoeira do Sul/RS. É presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco)
Motor Maxion cotado à vitória no GP de Primavera do Leste
O Arrancadão de Tratores agita o Mato Grosso do Sul com a realização do GP de Primavera do Leste, a ser realizado sábado e domingo. Será a segunda prova da temporada 2008, cheia de ingredientes que prometem tornar a prova ainda mais emocionante.
Na lista de favoritos destaca-se os pilotos Anildo “Kindi” Schanoski e Dorval Conci Júnior, que competem com tratores equipados com motores Maxion, hoje os motores mais rápidos da categoria. Anildo conquistou o segundo lugar em Piracicaba no mês passado e quebrou o recorde de velocidade ao completar os 201 metros da prova em 8s868. Dorval Conci Júnior dominou todas as eliminatórias, mas problemas mecânicos o impediram de disputar asa seminais. Mas voltou para o Paraná com o consolo de ser o segundo mais rápido da categoria, com o tempo de 8s878, apenas 10 milésimos de segundos mais lento do que Anildo.
Para Anildo a vitória está amadurecendo. “Tivemos muito perto de vencer nos últimos GPs. Sempre apostei no motor Maxion e a vitória é apenas questão de tempo”, salienta Anildo.
Já Dorval Conci Júnior, que a partir de Primavera do Leste passa a ser o dono e piloto da equipe Ferrari Rural, diz que o motor Maxion é competitivo e por isso continuará fiel à marca. “A dobradinha da Ferrari Rural com o motor Maxion promete sacudir o Arrancadão de Tratores e quero comemorar muitas vitórias”, acentua Conci.
O GP de Primavera do Leste terá organização da HSJ Desenvolvimentos, patrocínio da Vipal e da Firestone, apoio da Prefeitura de Primavera do Leste e supervisão da Federação Mato-grossense de Automobilismo (FEMTAU).
A venda antecipada de ingressos será feita até sábado ao meio dia. O Passaporte para sábado e domingo custam R$ 15,00. Os primeiros mil compradores ganham um boné oficial do evento. No domingo, nas bilheterias do evento, o preço será R$ 10,00. Crianças até 10 anos a idosos acima de 60 entram de graça. Em Primavera do Leste, os ingressos estão sendo vendidos em Lojas de Conveniências; em Alegretti, nas revendas Firestone, e em Rondonópolis em Lojas de Conveniências, Posto Simarelli e no Shopping.
Programação
A programação começa sábado com a realização de treinos livres das 16h30 às 18h30. Às 20h30 acontece a solenidade oficial de abertura da competição, seguida da realização das baterias classificatórias noturnas; às 22h30 acontece a apresentação da equipe Zerinho Bomba Show e às 23 horas encerram-se as baterias classificatórias noturnas.
No domingo as atividades reiniciam os treinos livres das 10 às 11h30. As baterias classificatórias começam às 13 horas; 15h30, apresentação da equipe Zerinho Bomba Show; 16 horas, disputas das semifinais; 17 horas, disputa da final e às 17h30, solenidade de pódio, com premiação dos vencedores.
09/07/2008
Vallée lança vacinas que associam sanidade e produtividade
A Vallée – um dos quatro maiores laboratórios veterinários do país – amplia sua linha de vacinas com o lançamento das vacinas Poliguard e Fertiguard Selenium Max (foto anexa) – produtos que oferecem uma nova perspectiva aos produtores brasileiros, que é associar sanidade e produtividade.
Isso porque, as vacinas Poliguard e Fertiguard são compostas por Selênio, que é um componente essencial para o sistema imune e para a saúde reprodutiva de machos e fêmeas. O Selênio também atua contra os radicais livres, ou seja, possui ação anti-oxidante, combatendo, por exemplo, o estresse e doenças na glândula mamária, como a mastite.
A Poliguard, por exemplo, é indicada a bovinos sadios como auxiliar na prevenção da Rinotraqueite Infecciosa Bovina (IBR), Diarréia Viral Bovina (BVD) e Leptospirose Bovina. Já a Fertiguard Selenium Max é a vacina mais completa do mercado prevenindo contra doenças como: Rinotraqueite Infecciosa Bovina (IBR), Diarréia Viral Bovina (BVD), Parainfluenza tipo3 (PI3), Vírus Sincicial Respiratório (BRSV), Leptospirose Bovina e Campilobacteriose (vibriose) bovina.
Com vírus inativo, o que oferece maior segurança, as vacinas Poliguard e Fertiguard Selenium Max são comercializadas em frascos contendo 100 mL (20 doses) ou 250 mL (50 doses).
Líder no Mercado de Vacinas
Com esses lançamentos o laboratório Vallée, além de ser líder no mercado de vacinas para bovinos, assume a posição de empresa com o mais completo portfólio de vacinas do mercado veterinário brasileiro, atuando em todos os segmentos do mercado de biológicos.
Afinal produzir vacinas é a vocação que deu origem a Vallée em 1961. Além da vacina contra a Febre Aftosa, cuja produção e comercialização iniciaram as atividades da empresa, hoje a Vallée produz mais 10 tipos de vacinas veterinárias contra as principais enfermidades dos animais de produção, sobretudo os ruminantes. Tanto que a Vallée é líder no mercado de vacinas para bovinos, com grande destaque nos segmentos de vacinas contra as clostridioses (inclusive o botulismo), a raiva, a brucelose e a leptospirose.
Vallée lança vacinas que associam sanidade e produtividade
A Vallée – um dos quatro maiores laboratórios veterinários do país – amplia sua linha de vacinas com o lançamento das vacinas Poliguard e Fertiguard Selenium Max (foto anexa) – produtos que oferecem uma nova perspectiva aos produtores brasileiros, que é associar sanidade e produtividade.
Isso porque, as vacinas Poliguard e Fertiguard são compostas por Selênio, que é um componente essencial para o sistema imune e para a saúde reprodutiva de machos e fêmeas. O Selênio também atua contra os radicais livres, ou seja, possui ação anti-oxidante, combatendo, por exemplo, o estresse e doenças na glândula mamária, como a mastite.
A Poliguard, por exemplo, é indicada a bovinos sadios como auxiliar na prevenção da Rinotraqueite Infecciosa Bovina (IBR), Diarréia Viral Bovina (BVD) e Leptospirose Bovina. Já a Fertiguard Selenium Max é a vacina mais completa do mercado prevenindo contra doenças como: Rinotraqueite Infecciosa Bovina (IBR), Diarréia Viral Bovina (BVD), Parainfluenza tipo3 (PI3), Vírus Sincicial Respiratório (BRSV), Leptospirose Bovina e Campilobacteriose (vibriose) bovina.
Com vírus inativo, o que oferece maior segurança, as vacinas Poliguard e Fertiguard Selenium Max são comercializadas em frascos contendo 100 mL (20 doses) ou 250 mL (50 doses).
Líder no Mercado de Vacinas
Com esses lançamentos o laboratório Vallée, além de ser líder no mercado de vacinas para bovinos, assume a posição de empresa com o mais completo portfólio de vacinas do mercado veterinário brasileiro, atuando em todos os segmentos do mercado de biológicos.
Afinal produzir vacinas é a vocação que deu origem a Vallée em 1961. Além da vacina contra a Febre Aftosa, cuja produção e comercialização iniciaram as atividades da empresa, hoje a Vallée produz mais 10 tipos de vacinas veterinárias contra as principais enfermidades dos animais de produção, sobretudo os ruminantes. Tanto que a Vallée é líder no mercado de vacinas para bovinos, com grande destaque nos segmentos de vacinas contra as clostridioses (inclusive o botulismo), a raiva, a brucelose e a leptospirose.
Porto Alegre sedia etapa gaúcha do Ciclo de Atualização em Medicina Eqüina
Fort Dodge Saúde Animal marcou a etapa gaúcha do Ciclo de Atualização em Medicina Eqüina para o dia 12 de julho, na sala Ipanema do Hotel Holiday Inn, em Porto Alegre (RS), a partir das 8h30. O evento é parte de uma série de eventos destinados à atualização de veterinários das principais regiões eqüestres do País, reunindo profissionais para palestras com especialistas renomados sobre temas ligados à reprodução, neurologia, aspectos gastrintestinais, entre outros assuntos referentes à saúde dos eqüinos.
Aos veterinários gaúchos, o gerente de produtos da linha de eqüinos da Fort Dodge, Leonardo Alves, explica que Glenn Collard e Frederico Lança Schmitt apresentarão as palestras “Neonatologia e Endometrites” e “Aspiração Transvaginal de Oócitos”, respectivamente. “Será excelente oportunidade para os veterinários abordarem tecnicamente questões relevantes à saúde e ao bem-estar dos cavalos. Além disso, esta série de eventos funciona como espaço ideal para troca de experiências entre os especialistas e profissionais de regiões diferentes”, comenta Alves.
Ação social
As inscrições para a etapa gaúcha do Ciclo de Atualização em Medicina Eqüina ocorrerão mediante doação de quatro litros de leite longa vida, que será destinado ao projeto ASEF (Atendimento Sócio-Educativo Familiar). Trata-se de um projeto social da Secretaria de Saúde e Assistência Social da Prefeitura Municipal de Osório (RS) para atendimento a mães de crianças de zero a seis anos em situação de vulnerabilidade social.
O Departamento de Assistência Social da secretaria explica que este projeto trabalha a autonomia biopsicosocial de famílias consideradas vulneráveis socialmente por meio de oficinas artesanais. Atualmente, 120 mães freqüentam o projeto semanalmente.
Aos interessados em realizar sua inscrição, a Fort Dodge dispõe informações pelo telefone 0800-701-9987.
08/07/2008
Produtores nordestinos ganham opção de cultivar de banana
A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas – BA) e a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) lançaram, no final de junho, a primeira cultivar de banana recomendada para o Baixo São Francisco, em Sergipe e Alagoas, e para o Recôncavo Baiano.
Denominada BRS Princesa, a cultivar deve significar uma boa alternativa tanto para os bananicultores quanto para os consumidores da banana tipo Maçã. Tendo à frente o melhorista Sebastião de Oliveira e Silva, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, a nova cultivar foi avaliada na área experimental de Propriá (SE) e de Cruz das Almas (BA). Nas duas localidades, a ‘Princesa’ apresentou produtividade em torno de 15 a 20 t por hectare, podendo alcançar a produtividade de 25 t por hectare, dependendo do manejo da cultura.
Entre as vantagens da ‘Princesa’ estão tolerância ao mal-do-Panamá e resistência à Sigatoka-amarela, que são as principais doenças que atacam os cultivos desta cultura. A banana ‘Princesa’ tem muita semelhança com a banana Maçã, cujas áreas foram dizimadas em quase todo o país em decorrência do mal-do-Panamá.
A planta da ‘Princesa’ tem porte médio de 3,60 m, podendo ser plantada no espaçamento 3m x 2m, sob as práticas de manejo recomendadas para a cultura. Apresenta cachos com peso médio de 15,56 kg e os seus frutos, com peso de 116,6 g, são de coloração esbranquiçada e de agradável sabor.
Os pesquisadores Ana da Silva Ledo e Josué Francisco da Silva Junior, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, acreditam que esta cultivar deve contribuir para o fomento da bananicultura nas regiões para as quais estão sendo indicadas. A expectativa se deve ao fato de que nessas localidades a variedade Maçã, devido à susceptibilidade ao mal-do-Panamá, vem sendo cultivada apenas em pequena escala ou em áreas sem histórico de ocorrência da doença.
Para distribuição de mudas da nova cultivar serão realizados dois dias de campo em Sergipe e está sendo implantado um campo de produção de matrizes que serão transferidas para biofábricas realizarem a multiplicação rápida da cultivar. Num prazo de 12 a 18 meses, será disponibilizado um maior número de mudas para os produtores interessados.
Cadeia Agroindustrial da mandioca é estudada
Até o final de setembro, o Sebrae, em parceria com a Embrapa e a Emater, divulgará o estudo da cadeia agroindustrial da mandioca do estado de Rondônia. Este trabalho visa conhecer todo o processo produtivo da mandioca e seus derivados desde a produção até a comercialização.
Conforme o técnico da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, um dos coordenadores do Estudo, a proposta é obter informações aprofundadas da cadeia produtiva e caracterizar seus principais elos. Estão sendo levantados, desde o início de junho, aspectos relacionados aos setores de produção, processamento, distribuição, comercialização e consumo. Para isso, explica Calixto, estão sendo entrevistados produtores rurais, empresários que beneficiam os derivados da mandioca, atacadistas e varejistas.
Este estudo é importante, salienta o técnico da Embrapa Rondônia, pois permite caracterizar o potencial existente desta cultura para o Estado propiciando informações para tomada de decisão para futuros investimentos no setor, de forma a agregar valor à economia regional.
O trabalho tem abrangência geográfica os dez principais municípios produtores de mandioca do Estado, que são Porto Velho, Buritis, Guajará Mirim, Machadinho do Oeste, Seringueiras, Ouro Preto do Oeste, Cacoal, Chupinguaia, Cacaulândia e Pimenta Bueno. A cultura da mandioca está presente nas lavouras dos 52 municípios de Rondônia, apresentando-se como importante cultura agrícola, explorada basicamente por agricultores familiares.
De acordo com dados do IBGE, em 2007 a área colhida com a cultura foi de 30 mil hectares, com produção de 530 mil toneladas de raízes. Esta produção é destinada quase que na sua totalidade para a fabricação de farinha, que é comercializada dentro próprio Estado. Dados iniciais do estudo indicam que esta cultura é fundamental para a diversificação da produção nas pequenas propriedades.
07/07/2008
Primavera do Leste deve bater recorde de público do Arrancadão de Tratores
A temporada 2008 do Arrancadão de Tratores terá prosseguimento no próximo final de semana, quando será disputado o 2º GP do Mato Grosso, em Primavera do Leste, com organização da HSJ Desenvolvimentos, patrocínio da Vipal, apoio da Prefeitura de Primavera do Leste e supervisão da Federação Mato-grossense de Automobilismo (FEMTAU).
A expectativa dos organizadores é de que Primavera do Leste quebre o recorde de público do Arrancadão de Tratores. Heinz Schreiber Júnior, diretor da HSJ Desenvolvimento, salienta que a prova a ser realizada na pista do Parque de Exposição deve atrair um público superior a 15 mil pessoas.
A venda antecipada de ingressos será feita até sábado ao meio dia. O Passaporte para sábado e domingo custam R$ 15,00. Os primeiros mil compradores ganham um boné oficial do evento. No domingo, nas bilheterias do evento, o preço será R$ 10,00. Crianças até 10 anos a idosos acima de 60 entram de graça. Em Primavera do Leste, os ingressos estão sendo vendidos em Lojas de Conveniências; em Alegretti, nas revendas Firestone, e em Rondonópolis em Lojas de Conveniências, Posto Simarelli e no Shopping.
Programação
A programação começa sábado com a realização de treinos livres das 16h30 às 18h30. Às 20h30 acontece a solenidade oficial de abertura da competição, seguida da realização das baterias classificatórias noturnas; às 22h30 acontece a apresentação da equipe Zerinho Bomba Show e às 23 horas encerram-se as baterias classificatórias noturnas.
No domingo as atividades reiniciam os treinos livres das 10 às 11h30. As baterias classificatórias começam às 13 horas; 15h30, apresentação da equipe Zerinho Bomba Show; 16 horas, disputas das semifinais; 17 horas, disputa da final e às 17h30, solenidade de pódio, com premiação dos vencedores.
Disputas acirradas
Primavera do Leste será palco de uma disputa acirrada pela vitória. O paraguaio Alexandre Poland tenta repetir a vitória do ano passado, mas terá adversários fortes, como Anildo Schanoski; Ivan Schanoski, vencedor do GP de Piracicaba, no mês passado; David Bretezke, dono do recorde de velocidade em Primavera do Leste; Dorval Conci Júnior; Paulo Radetzki, Irani “Nica” Kreutz, entre outros.
04/07/2008
Agroceres PIC e Agroceres Nutrição Animal apresentam soluções para melhorar a rentabilidade na atividade suinícola
A alta nos preços dos grãos e demais matérias-primas está afetando diretamente a atividade suinícola, aumentando os custos de produção e reduzindo a rentabilidade do suinocultor. Diante disso, o foco da participação da Agroceres PIC e Agroceres Nutrição Animal da 5º Suinfest (Feira Mineira de Suinocultura), que acontece de 8 a 10 de julho em Ponte Nova (MG), é mostrar a importância da conversão alimentar como fator imprescindível para aumentar a rentabilidade da suinocultura.
De acordo com Alexandre Rosa, gerente de mercado da Agroceres PIC, atualmente entre 75% e 80% dos custos de produção da carne suína estão na alimentação, portanto a eficiência alimentar é fator decisivo para obter sucesso na suinocultura tecnificada. Uma solução significativa e de custo relativo baixo, segundo Rosa, é investir em machos comerciais indexados, de uso exclusivo em processo de inseminação artificial e que proporcionam ganhos expressivos de eficiência alimentar nos cevados. Na Agroceres PIC, estes animais pertencem à categoria TG (de transferência de genes) ELITE e representam um percentual pequeno do ápice da pirâmide de mérito genético, ou seja, representam o "supra sumo" em termos de qualidade genética.
O programa genético PIC é reconhecido mundialmente por focar sempre no melhor balanço econômico, buscando melhorias constantes nos índices de desempenho que de fato afetam economicamente a atividade dos produtores. No Brasil, onde a PIC atua através de uma joint-venture de 31 anos com a Agroceres (formando a Agroceres PIC, que é líder de mercado no segmento), o benefício genético anual que os usuários do programa 100% AGPIC recebem diretamente é calculado em R$ 2,93 por cevado abatido (base 1o semestre 2008), sendo que o item Conversão Alimentar representa o de maior atenção e foco dentro do processo de seleção genética.
programa genético PIC é reconhecido mundialmente por focar sempre no melhor balanço econômico, buscando melhorias constantes nos índices de desempenho que de fato afetam economicamente a atividade dos produtores. No Brasil, onde a PIC atua através de uma joint-venture de 31 anos com a Agroceres (formando a Agroceres PIC, que é líder de mercado no segmento), o benefício genético anual que os usuários do programa 100% AGPIC recebem diretamente é calculado em R$ 2,93 por cevado abatido (base 1o semestre 2008), sendo que o item Conversão Alimentar representa o de maior atenção e foco dentro do processo de seleção genética.
Já a solução de rentabilidade a ser apresentada pela Agroceres Nutrição Animal na 5º Suinfest, prevê melhor ganho de peso e conversão alimentar dos leitões em virtude de uma melhor resposta imune e integridade intestinal. Trata-se do suplemento protéico FLAVORAD 500, elaborado com a finalidade de atuar ao mesmo tempo na suplementação protéica, diminuição de desafios antinutricionais e fortalecimento do sistema imune.
Para se ter uma idéia, testes realizados com Flavorad 500 mostram que os leitões tiveram um ganho de peso de 1,83 kg superior à dieta controle de alto padrão e 0,92 kg superior à dieta com Plasma, no período de 07 a 63 dias. Essas diferenças têm forte impacto econômico, pois reduz o número de dias para atingir o peso ao abate.
Mais informações sobre a Agroceres PIC e a Agroceres Nutrição Animal podem ser obtidas no site www.agroceres.com.br ou através do fone (19) 3526.8500. Sobre a 5º Suinfest – Feira Mineira de Suinocultura – há ionformações disponíveis no site www.suinfest.com.br.
03/07/2008
Chega ao mercado brasileiro primeira vacina contra circovirose suína indicada para leitões
A Fort Dodge Saúde Animal acaba de lançar no mercado brasileiro a primeira vacina para combater a circovirose suína disponível comercialmente para aplicação em leitões, a Suvaxyn PCV2. O lançamento do produto, que é sucesso de venda em diversos países, era muito aguardado pelos produtores nacionais, já que vacinação é uma das principais formas de prevenir essa doença imunossupressora responsável por enormes prejuízos relacionados à perda de desempenho e mortalidade nos plantéis afetados e que tem causado grandes prejuízos a suinocultura do País nos últimos anos.
Diagnosticada pela primeira vez no Canadá, em 1990, a circovirose, que ataca o sistema imunológico dos suínos, é uma das doenças da suinocultura que mais cresceram no mundo. No Brasil, o primeiro caso da enfermidade foi registrado em 2000. Segundo a Embrapa, não existem dados oficiais sobre o impacto da doença no País, mas sabe-se que em granjas infectadas a mortalidade pode atingir 30% do plantel.
Estima-se que o custo da doença para o produtor fique entre US$ 4 e US$ 20 dólares por animal acometido. Na União Européia, os prejuízos chegaram a 600 milhões de euros no ano passado. Segundo Alberto Inoue, gerente de produto de aves e suínos da empresa, estudos com a Suvaxyn PCV2 demonstraram excelente retorno econômico, não apenas pela redução da mortalidade, mas também pela melhora na conversão alimentar e ganho de peso em plantéis acometidos pela circovírose.
Comercializada com sucesso em países como EUA, Canadá, México e em algumas regiões da Europa e Ásia, a vacina produzida pela Fort Dodge foi recentemente aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e já havia passado pelo crivo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO) em março deste ano. “Normalmente, os produtos convencionais são avaliados diretamente pelo MAPA, que possui um procedimento padrão para a avaliação e aprovação do uso de produtos biológicos. Como a Suvaxyn PCV2 é resultante de engenharia genética, teve de ser aprovada antes pela CTNBio”, explica Inoue. Segundo ele, a vacina é produzida com tecnologia avançada sendo incapaz de multiplicar-se fora do organismo dos animais, além disso, é segura por ser um produto comprovadamente inativado.
Resultado de extensa pesquisa em biotecnologia, a Suvaxyn PCV2 é uma vacina inovadora que combina a estrutura de dois tipos de Circovírus: o tipo 1 (PCV1) e o tipo 2 (PCV2). O PCV1 é conhecido há mais de 20 anos e não é patogênico para suínos. Já o PCV2, que é responsável pelos quadros clínicos associados à circovirose, pode apresentar efeitos devastadores nos plantéis acometidos. Os suínos podem ser naturalmente infectados pelos dois tipos. A formulação quimérica única da Suvaxyn PCV2 permite manter a segurança do PCV1, não patogênico, enquanto estimula uma resposta imune que protege contra o PCV2, que é patogênico.
Doenças
A infecção pelo PCV2 está associada com várias enfermidades denominadas como síndrome da circovirose suína, que tem como principais sintomas a síndrome multisistêmica do definhamento dos suínos (SMDS), síndrome da dermatite e nefropatia suína, falhas reprodutivas, pneumonias, enterites e tremores congênitos.
Apesar da circovirose acometer animais em diferentes fases da vida, o maior número de casos da doença é registrado após o desmame, a partir da 6 semana de vida. Além da alta taxa de mortalidade, a refugagem é freqüentemente observada. De acordo com estudo publicado pelo College of Veterinary Medicine, animais vacinados com Suvaxyn PCV2 tiveram um ganho de peso de 23 gramas acima do grupo controle, do nascimento ao 143º dia de vida.
Problemas relacionados às falhas reprodutivas e infecções muito precoces em leitões podem ser prevenidos pela vacinação de matrizes. Contudo, a vacinação em leitões assegura uma maior uniformidade de proteção e na dose adequada para que todos os animais estejam devidamente imunizados. Inoue explica que a comprovada duração de imunidade por quatro meses da Suvaxyn PCV2, proporciona maior possibilidade de controle da circovirose, inclusive nas fases de recria e terminação.
Não existe tratamento para a circovirose, qualquer medida terapêutica apenas minimiza os efeitos dos agentes secundários à infecção. De acordo com Inoue, a adoção de medidas preventivas é fundamental, já que o vírus é extremamente resistente e não existe um tratamento efetivo para suínos afetados. “A vacinação é a melhor forma de prevenção a essa doença, mas é importante que o produtor se conscientize da necessidade de controlar também outros fatores, como estresse, falhas de manejo, qualidade da matéria prima e outras enfermidades presentes”, conclui.
Serviço:
Os interessados em obter mais informações sobre a Suvaxyn PVC2 podem entrar em contato com a Fort Dodge Saúde Animal pelo SAC: 0800 701 9987 ou e-mail: fdsac@fdah.com ou acessar o site www.pcv2.com.br.
Recordes confirmam posição de destaque do Brasil no cenário internacional do café
Após rigorosa avaliação dos trabalhos científicos inscritos para a ASIC 2008 (22nd International Conference on Coffee Science), o representante do Comitê Científico da ASIC (Association for Science and Information on Coffee), Rémy Liardon, anuncia um recorde. Segundo ele, foram aprovadas apresentações de 369 pesquisas que, somadas às duas marcadas para a abertura, somam 371 exposições que abordarão os mais recentes avanços científicos em torno dos dois temas centrais, “Café e Saúde” e “Tendências do Consumo e a Ciência do Café”, e das outras áreas temáticas: agronomia, química, biotecnologia, processamento e melhoramento de café. O presidente do Comitê Organizador, Dr. Aldir Alves Teixeira, ressalta que este recorde confirma o fato de ser esta a mais importante conferência internacional de café no mundo, marcada para ocorrer de 14 a 19 de setembro, na Casa de Campo do The Royal Palm Plaza Hotel, em Campinas (SP); as inscrições podem ser feitas pelo site www.asic-cafe.org/asic2008.
Segundo Dr. Aldir, outro recorde previsto para a ASIC 2008, que veio para o Brasil a convite do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é a participação de cerca de 700 pessoas, oriundas de todas as regiões do País e de cerca de 40 países produtores e consumidores de café. “São cafeicultores, pesquisadores, técnicos e profissionais ligados à produção, industrialização e consumo de café. Enfim, são representantes de todos os elos da cadeia produtiva do café, da planta à xícara, que vêm de todos os continentes para o Brasil e, com isso, confirmam a importância do País no cenário internacional do café como maior produtor e exportador e segundo maior mercado consumidor”, comenta. Dr. Aldir conta que o evento já recebeu quase 250 inscrições do Brasil e de representantes de outros 29 países: Estados Unidos, China, Índia, Quênia, Indonésia, Holanda, França, Alemanha, Arábia Saudita, Costa Rica, Austrália, Japão, Portugal, Suíça, Itália, Colômbia, Canadá, Israel, República Dominicana, Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Finlândia, México, Irlanda, Áustria, Uganda, República do Congo e Inglaterra.
O presidente da ASIC, Andrea Illy, explica que a conferência da ASIC ocorre a cada dois anos em um país produtor e consumidor de café, respectivamente. Sobre o conteúdo a ser debatido na conferência, ele destaca o fato de todos os tópicos estarem entre os mais interessantes para a economia cafeeira, como, por exemplo, a sustentabilidade no setor agronômico e a relação entre saúde e consumo de café. Além disso, frisa que a edição brasileira “ganha interesse particular por conta da liderança do Brasil na economia cafeeira mundial e das transformações extraordinárias realizadas nos últimos dez anos”.
Com esta importância nos cenários nacional e internacional, vale citar também o fato de a ASIC 2008 ter atraído a atenção de renomadas empresas ligadas à cadeia do café. Entre os cinco patrocinadores do evento, estão a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Cafés do Brasil, Nucoffee, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Banco Real; e entre os 34 apoiadores, estão Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Café Iguaçu de Café Solúvel, Gehaka, Cia Têxtil de Castanhal, Fazenda Tozan, Palini & Alves, Pinhalense Máquinas Agrícolas, illycaffè, Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (FundAg), Casa do Pão de Queijo, Netafim, Laboratório Carvalhaes, Fazenda Daterra, Leme Armazéns Gerais, Cambuhy, Bayer CropScience, Agrosystem, Probat, Agromachine, Kraft Foods, UCC Coffee, Lavazza, Nespresso, Cooxupé, Porto de Santos, Tews Elektronik, Armazém Peneira Alta, Sara Lee, Grupo Octton, Nescafé, Café Canecão e Instituto Terra.
Serviço
ASIC 2008 (22nd International Conference on Coffee Science)
Data: 14 a 19/9/2008
Local: Casa de Campo do The Royal Palm Plaza, em Campinas (SP)
Informações: (11) 5090-3007 / asic2008@adsbrasil.com.br
Inscrições pelo site: www.asic-cafe.org/asic2008
02/07/2008
Embrapa apresenta opção para reduzir abertura de novas áreas na Amazônia legal
A intensificação do uso da terra integrando as práticas de agricultura e pecuária tem se mostrado uma opção de produção para as regiões de fronteira agrícola na Amazônia legal e, particularmente, no estado do Mato Grosso. A diversificação das atividades, por meio do sistema de integração lavoura-pecuária, permite a rotação de culturas, como milho, sorgo e girassol, e possibilita a alimentação do gado durante o período seco da entressafra.
A Embrapa, por meio de suas Unidades Embrapa Soja e Embrapa Arroz e Feijão, desenvolve desde 2006 o Projeto Embrapa Xingu, que tem o objetivo de reduzir o impacto das atividades da agropecuária na região da Bacia do Rio Xingu. "O projeto atua na recuperação de áreas de proteção permanente através de reflorestamento, monitoramento da qualidade da água, implantação de unidades pilotos de sistemas de integração lavoura-pecuária e aplicação de boas práticas agrícolas na cultura da soja, principal cultura da região", explica o pesquisador da Embrapa Soja, Júlio Franchini.
Como parte do projeto, a Embrapa promoveu quatro dias de campo e quatro cursos de capacitação de técnicos e produtores em Canarana e Querência, Mato Grosso. Os cursos trataram, entre outras questões, do manejo integrado de pragas e doenças, do manejo do solo, da fertilidade e da tecnologia de produção de girassol.
Os dias de campo são realizados em unidades demonstrativas constituídas por cinco módulos de 20 hectares, sendo que na primeira safra dois módulos são ocupados por pecuária, dois com plantação de soja e um com arroz. Na segunda safra, semeada no início de fevereiro, são empregados consórcios de milho, sorgo e girassol com diferentes espécies de brachiarias, gramíneas forrageiras utilizadas para formação de pastagens. O pesquisador explica que após a colheita dos grãos, a área é totalmente ocupada pela pecuária, ofertando alimento de boa qualidade para o gado durante a estação seca que se estende até setembro.
De acordo com Júlio Franchini, esse sistema tem atraído a atenção de produtores e ambientalistas por diversificar e intensificar o uso da terra, permitindo aumento de renda e da sustentabilidade do sistema produtivo, além de maior quantidade de matéria orgânica, importante para conservação e melhora da qualidade do solo. Segundo o pesquisador, com o sistema de integração lavoura-pecuária, a produtividade da pecuária aumenta até dez vezes e a agricultura ganha sustentabilidade de produção, melhorando o aproveitamento da água. "A integração lavoura-pecuária permite aos produtores aprimorar as técnicas produtivas para atender a demanda por alimentos, mantendo o respeito ao meio ambiente", afirma.
Produtores de tomate e batata analisam vantagens da produção integrada
As vantagens da produção integrada serão destacadas em dois cursos promovidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta semana, na Bahia. Participam produtores rurais, técnicos da área de olericultura, pesquisadores, extensionistas e comerciantes.
A proposta do Mapa é estimular a adoção da técnica de produção integrada, que garante alimento saudável e de melhor qualidade, além de minimizar custos, permitir a sustentabilidade econômica e ambiental e criar vantagens competitivas que garantem a conquista de novos mercados.
O primeiro curso acontece até quarta-feira (2), em Mucugê, para tratar da cultura da batata e do tomate no sistema de produção integrada. O segundo curso será em Irecê, nos dias 3 e 4 de julho, e terá como foco a cultura do tomate e os benefícios de sua inserção no sistema de produção integrada. Serão abordados assuntos como o manejo integrado de doenças e pragas da batata e do tomate, nutrição e adubação, o uso correto dos produtos fitossanitários e manejo da irrigação.
Os eventos são organizados pelo Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa (Depros/SDC) e pela Superintendência Federal de Agricultura no Estado da Bahia (SFA/BA).
Metodologia obtém modelos de alerta de doenças de plantas
Sistema de alerta de doenças de plantas permite racionalizar o uso de agrotóxicos, embora ainda sejam pouco utilizados. Entre as razões que inibem seu uso estão: a complexidade dos modelos utilizados, a dificuldade de obtenção dos dados necessários à sua viabilização e os custos para o agricultor. Entretanto, o desenvolvimento tecnológico recente como estações meteorológicas automáticas, bancos de dados, monitoramento agro-meteorológico na Web e técnicas avançadas de análises de dados, permite pensar em um sistema de acesso simples e gratuito.
Esta possibilidade motivou o pesquisador Carlos Alberto Alves Meira, orientado pelo professor Luiz Henrique Antunes Rodrigues, a apresentar tese junto à Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, que teve como objetivo principal testar uma metodologia para obtenção de modelos de alerta de doenças de plantas, utilizando para estudo de caso a ferrugem do cafeeiro, face à base de dados disponível.
Dados históricos acumulados permitem calcular as taxas de infecção a partir de avaliações mensais de incidência da ferrugem correlacionando-as com variáveis independentes como carga pendente de frutos do cafeeiro, espaçamento entre plantas e dados meteorológicos (temperatura média, índice pluviométrico, velocidade dos ventos, umidade relativa, molhamento folhar - porque o desenvolvimento dos fungos está relacionado ao orvalho e à incidência de chuvas).
O pesquisador explica que a primeira parte do processo envolve a seleção das informações que efetivamente interessam e devem ser processadas com a utilização de algoritmos de mineração de dados. Ele esclarece que preparou os dados para utilização em ferramentas de modelagem já existentes de forma que pudessem ser utilizados para a obtenção de modelos no formato de árvore de decisão. É ela que vai determinar em que situações a aplicação do agrotóxico se justifica.
O professor Antunes Rodrigues acrescenta que, com recursos da inteligência artificial, é possível determinar um modelo que leva em consideração as informações que devem ser efetivamente representadas na árvore de decisão. Essa árvore, dependendo de como as condições que interferem no progresso da doença se comportaram, permite predizer como será possivelmente seu desenvolvimento futuro. Ou seja, com base nos dados preparados a ferramenta monta a árvore de decisão: “A ferramenta determina o padrão de comportamento sugerido pelos dados, coisa que um ser humano não consegue, o que é feito pela inteligência artificial. Em função disso, o modelo emite um alerta. E foi a possibilidade de chegar a esse sistema de alerta que motivou a realização do trabalho, que determina quando se deve aplicar o defensivo com maior eficiência e não aplicá-lo sem necessidade ou depois do tempo devido, o que levaria a prejudicar a produção. Com isso se reduzem custos e impactos ambientais”.
O professor conclui que as técnicas de mineração de dados e árvore de decisão já são aplicadas em múltiplas situações e que a grande inovação foi a sua utilização na área de epidemiologia de doenças de plantas e considera esta uma forma de se extrair conhecimentos a partir de um conjunto de dados.
Meira afirma que os dados históricos foram inicialmente preparados para que pudessem ser adotados em uma ferramenta e que esta constitui a primeira fase do trabalho. Durante ela são ainda necessárias transformações, pois a partir de um atributo como umidade relativa se pode obter outro atributo como molhamento folhar. Esta fase leva à construção de um conjunto de dados para modelagem, quando são utilizados ferramentas ou algoritmos de mineração de dados, ou de aprendizado da máquina, como se denomina na computação. Ele diz que um ser humano não consegue visualizar a partir daí os padrões de comportamento, mas ali estão informações ocultas. O objetivo das ferramentas é transformar esse conjunto de dados em informações objetivas, interpretando-os de forma a predizer uma ocorrência.
A aplicação do modelo depende de sua validação para garantia de sua confiabilidade. Não foi objetivo do estudo chegar até essa fase final e nem desenvolver programas que possam ser monitorados. Desenvolvidos esses programas, o sistema adquire condições de receber dados e dar respostas baseadas nos conhecimentos obtidos a partir do modelo desenvolvido.
Meira procurou comprovar a hipótese de que, ao analisar os dados meteorológicos correlacionando-os com os da incidência das doenças causadas por fungos, seriam obtidos modelos de alerta de confiabilidade referendada por algumas medidas de avaliação já existentes, ou seja, se obteriam modelos confiáveis e utilizáveis em um processo de monitoramento. E efetivamente, segundo essa avaliação, o modelo levou a bons resultados, que confirmam a hipótese.
A estimativa de precisão, ou acurácia, por validação cruzada, foi de 83%, o que corresponde à precisão dos melhores modelos existentes. Ele conclui dizendo que essa forma de representação do conhecimento pode ser utilizado para analisar as epidemias da ferrugem, pois permite determinar que fatores são determinantes no progresso dessa doença. Considera que essa é uma instância do processo, que se ateve a dados reais, mas que permite transpor o modelo para uma aplicação genérica, viabilizando-o para outras doenças similares. Admite que para sua mais segura aplicabilidade, há necessidade de que os dados sejam coletados de uma forma mais adequada, de forma a tornar o sistema mais consistente.
Antunes Rodrigues lembra que no Brasil é a primeira vez que se faz esse tipo de aplicação e mesmo em outros paises são poucos os trabalhos na epidemiologia de doenças de plantas e essa é a grande inovação. Considera que o estudo possa vir a ser referência, por ser o primeiro da área.
Fonte: Jornal da Unicamp por Carmo Gallo Netto
01/07/2008
Leilão Brahman Vitória fará oferta exclusiva de bezerras da safra 2008
O Brahman Vitória, importante projeto de seleção e melhoramento da raça Brahman, fará oferta exclusiva de bezerras POI da safra 2008 no III Leilão Brahman Vitória, dia 12 de julho, às 20 horas, na Chácara Brahman Vitória, em Araçatuba (SP). Ao todo, serão leiloados 25 animais do próprio criatório e de convidados especiais.
Segundo o selecionador Alexandre C. Ferreira, um dos proprietários da Chácara Brahman Vitória, juntamente com Albano Ferreira, os 10 lotes de produção própria que irão a leilão foram selecionados entre um grupo de 250 bezerras. “O critério qualidade norteou a escolha”, resume.
Entre os destaques das ofertas ele cita bezerras de genética Vitória provadas em pista. “Todos os campeonatos do Brahman deste ano foram do nosso rebanho”, afirma, citando as pistas de Rio de Janeiro, Avaré/SP, Barretos/SP, Uberaba/MG e Feicorte/SP. “É essa genética que irá à venda”, garante.
Alexandre Ferreira aponta o leilão como uma boa oportunidade para quem deseja iniciar investimento em genética Brahman ou para aqueles que querem dar salto de qualidade em seus plantéis. “Embora muito jovens, as fêmeas à venda já mostram seu potencial para títulos e campeonatos”, justifica.
O II Leilão Brahman Vitória, realizado no ano passado, vendeu 25 bezerros pela média de R$ 27 mil. O destaque de preços foi Miss Lince, Campeã Baby na pista de julgamento de Araçatuba (SP), cuja metade foi comercializada por R$ 42 mil. “A expectativa é, no mínimo, ficar no mesmo patamar do leilão de 2007, mas, pela qualidade, acredito que o resultado será superior”, prevê Alexandre Ferreira.
O III Leilão Brahman Vitória faz parte da programação da 49ª Exposição Agropecuária de Araçatuba, que será realizada de 4 a 13 de julho. A organização do remate será das leiloeiras Programa/Nova Leilões, o martelo estará a cargo de Eduardo Vaz e Cláudio Gasperini.
SERVIÇO
II Leilão Brahman Vitória
Oferta: 25 fêmeas selecionadas
Local: Chácara Brahman Vitória, em Araçatuba (SP)
Data/Horário: dia 12 de julho, às 20 horas
Leiloeira: Programa / Nova Leilões, telefone (43) 3373-7077
Estande CV foi o ponto de encontro de mocheiros na Feicorte
O estande da marca CV, do criador Carlos Viacava, foi muito visitado e transformou-se no ponto de encontro dos criadores de Nelore Mocho durante a Feicorte 2008, evento realizado no Agrocentro, na capital paulista.
No local, durante coquetel de confraternização, o presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Vilemondes Garcia de Andrade Filho, entregou o Troféu Bezerro do Criador a João Aguiar, da Fazenda Valônia, de Cafelândia (SP). A competição reuniu machos de 8 a 12 meses. Mais de 30 criadores compuseram o júri que escolheu Ótimo FIV da Valônia como campeão.
Durante a Feicorte, que passou a ser regional obrigatória para o Nelore Mocho de São Paulo, os mocheiros se reuniram para discutir as ações promocionais para o Nelore Mocho. O encontro contou com cerca de 30 criadores, com participação expressiva de São Paulo, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Na ocasião, foi criado endereço um eletrônico especial na página da ACNB para o Mocho (neloremocho@nelore.org.br).
A Grande Campeã Nelore Mocho da Feicorte foi Grelha FIV Japaranduba, da Japaranduba Fazendas Reunidas Ltda., e o Grande Campeão, Cadiz, de Luiz Carlos Marino. O Melhor Expositor foi a APA Agricultura e Pecuária Arfrio, e o Melhor Criador, Amauri Gouveia.
Leilões CV
Viacava aproveitou a Feicorte para apresentar os critérios que ele utiliza na seleção de Nelore Mocho e seu sistema de comercialização. Também divulgou o 10º Leilão Nelore Mocho CV, a ser realizado nos dias 25 e 26 de julho, na Fazenda São José, em Paulínia (SP). Também Uma novidade, segundo ele, é que o mocheiro Ovídio Carlos de Brito, da OMB, decidiu colocar à venda no leilão do dia 26 de julho 50% do Grande Campeão Nacional de Uberaba 2008, Iate OB, filho de Feriado OB.
Em 2008 a comercialização dos touros e matrizes Nelore Mocho CV está programada para ocorrer em 6 leilões e também em vendas diretamente nas fazendas.
Dia 25 de julho, sexta-feira, às 20 horas, Leilão de Prenhezes e Bezerras de cabeceira, na Fazenda São José, em Paulínia, SP.
Dia 26 de julho, sábado, às 14 horas, 10º Leilão de Produção Nelore Mocho CV, também na Fazenda São José, em Paulínia. Os dois eventos de Paulínia serão transmitidos, ao vivo, pelo Canal do Boi.
Dia 27 de agosto, quarta-feira, às 20 horas, 4º Leilão de Fêmeas Nelore Mocho CV, durante a Faive – Feira Agrícola e Industrial de Presidente Venceslau (SP), com transmissão, ao vivo, pelo Canal do Boi.
Dia 31 de agosto, domingo, às 14 horas: 8º Leilão Nelore Mocho CV da Fazenda Campina, em Presidente Venceslau, transmissão Terra Viva.
Dia 1º de outubro, às 20 horas, 1º Leilão Virtual de fêmeas Nelore Mocho CV, com transmissão pelo Canal do Boi.
Dia 30 de outubro, às 20 horas, 7º Leilão Nelore Mocho CV do MS, em Bataguassu, com transmissão será pelo Canal do Boi.
