Vinte e oito projetos de transferência de tecnologia, difusão e fomento do Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi) serão implementados, em 2009, em 14 estados. Trata-se da expansão de projetos do Sapi já executados e bem-sucedidos em outras regiões brasileiras.
"Frutas como banana, morango, abacaxi, goiaba, mamão e caju, que já possuem normas técnicas do sistema, passarão a ser produzidas em outras localidades do Brasil", explicou o coordenador do Sapi, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luiz Carlos Nasser.
Os estados incluídos nos projetos de transferência de tecnologia são Amazonas, Pará, Ceará, Paraíba, Bahia, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o Distrito Federal. Até o momento, o Mapa aprovou 16 normas técnicas específicas de produção integrada, todas para frutas, o que permitiu a certificação de 19 espécies frutíferas.
Para 2009, está prevista a publicação de normas técnicas de produção integrada para o amendoim, arroz irrigado, batata, café, leite, soja e uva vinífera.
O Mapa é responsável pelo fomento, apoio financeiro e organização logística dos projetos de produção integrada, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Estima-se que 2,5 mil produtores e empresas agropecuárias já aderiram ao sistema, o que corresponde a uma área produtiva de 63,9 mil hectares.
23/12/2008
Produção Integrada: Mais de dez estados adotam sistema
22/12/2008
Brasil quer se tornar auto-suficiente em derivados de dois insumos mais empregados na produção agrícola: fósforo e nitrogenados
O Brasil quer se tornar auto-suficiente em derivados de dois insumos mais empregados na produção agrícola: fósforo e nitrogenados. O avanço da produção vai reduzir a elevada dependência da importação de insumos, que gira em torno de 70%.
A redução na importação de insumos é uma estratégia econômica. Com menor necessidade de importar, o setor de alimentação animal e de fertilizantes ficaria menos suscetível aos efeitos de uma alta de preços dos insumos minerais. Em 2008, por exemplo, o aumento chegou a 300%.
O País possui suficientes jazidas de fosfato e grande potencial para produção de nitrogenados. No entanto, ainda é preciso identificar e dimensionar a capacidade dessas jazidas. No caso do potássio, outro insumo de destaque na agricultura, há uma grande reserva na Região Amazônica, cujo uso depende de estudos.
A exploração de jazidas requer, também, mudança na legislação, principalmente, sobre o prazo que as empresas detentoras de lavras podem mantê-las sem utilizá-las. Por isso, o governo federal instituiu um grupo de trabalho que analisa as diretrizes para a exploração das jazidas para a produção de fertilizantes.
O grupo, que estabelecerá metas e ações necessárias para alcançar a auto-suficiência na produção de fertilizantes, é formado por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, junto com o setor produtivo, e do Ministério de Minas e Energia, por meio do Departamento Nacional de Produção Mineral e a Petrobrás.
Países do Cone Sul programam ação conjunta - A iniciativa brasileira de ampliar a produção de fertilizantes foi apoiada pelos países do Cone Sul. Na 4ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em agosto, no Chile, os titulares da Agricultura do Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai se comprometeram a designar especialistas no assunto para traçar uma estratégia comum para atingir a auto-suficiência na região.
"Alguns deles têm condições de ampliar significativamente a produção de fertilizantes. É o caso da Argentina que pode aumentar a exploração de potássio", afirmou o ministro brasileiro, Reinhold Stephanes.
Comércio supera 18 milhões de toneladas - Entre janeiro e setembro de 2008, o comércio de fertilizantes foi de 18,1 milhões de toneladas. No mesmo período em 2007, foram 17,5 milhões de toneladas, com um crescimento de 3,8%. A produção interna permaneceu a mesma nos dois anos, com 7,2 milhões de toneladas. As importações aumentaram de 12,7 milhões de toneladas, em 2007, para 13,6 milhões de toneladas em 2008. As exportações passaram de 520 mil toneladas, nos primeiros nove meses de 2007, para 397 mil toneladas, até setembro de 2008.
Em 2009, o cenário de fertilizantes será influenciado por três fatores: o valor do barril de petróleo, gás natural e derivados; o valor do câmbio; e os preços das principais commodities, como soja, milho e trigo.
Associar reduz custos de produção - O agricultor brasileiro já conta com tecnologia favorável, aplica bem o corretivo de solo, faz adubação e controle fitossanitário de acordo com critérios recomendados, não desperdiça produto e as condições climáticas prometem ser convenientes. Como fazer, então, para diminuir os custos com fertilizantes?
Uma das alternativas para os produtores rurais enfrentarem a alta dos preços dos fertilizantes é mais simples do que se imagina: a formação de consórcios. Reunidos, os agricultores têm mais poder de negociação na hora da compra. Além disso, a união de agricultores em consórcios viabiliza o pleito, junto ao Mapa, para obtenção do registro de importação e fabricação de fertilizantes.
Para tentar reduzir custos, 21 cooperativas do Paraná se uniram, em 2008, para formar o Consórcio Nacional Cooperativo Agropecuário (Coonagro). O Coonagro importará diretamente fertilizantes, defensivos agrícolas e outros insumos, ao mesmo tempo em que exportará a produção das cooperativas. Além de proporcionar a redução dos custos, os consórcios permitem ganho de escala da produção, o que facilita o escoamento para o mercado internacional.
Fomento ao associativismo - O Núcleo de Integração para Exportação da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa (Niex/SRI/Mapa) trabalha para estimular a união entre agricultores e os elos da cadeia produtiva (produtores, agroindústrias e empresas de distribuição).
As atividades de fomento ao associativismo desenvolvidas pelo Niex consistem na realização de seminários (AgroEx e AgroInt) para orientar produtores a se unirem, principalmente, para exportar. Este ano, foram realizados seminários em Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rondönia, Mato Grosso e Maranhão.
19/12/2008
Setor avícola paranaense busca novos mercados na Ásia e Europa em 2009
O setor avícola do Paraná aposta na conquista de novos mercados consumidores no cenário internacional para ativar as exportações do segmento em 2009. Para isso, o setor pretende estimular o fechamento de novos contratos em mercados potenciais, principalmente na Europa, Ásia e Oriente Médio, reforçando a importância da avicultura na cadeia do agronegócio do Paraná. Neste contexto, a China ganha o principal foco das atenções, já que abriu recentemente o seu mercado para as exportações de frango de corte do Brasil.
Para o setor avícola, a abertura oficial do mercado chinês permite a ampliação da participação do Brasil neste mercado, que já atua de forma indireta via Hong Kong, possibilitando a conquista de novos clientes. “O frango paranaense é muito bem aceito em todo mundo e não vai ser diferente nessa abertura com a China. A primeira lista de plantas habilitadas para esse mercado é de 2006 e conta com apenas 24 empresas. Algumas empresas do Paraná ficaram fora desta lista, mesmo assim vão continuar atendendo o mercado chinês via Hong Kong e aguardando uma nova auditoria”, explica Pedro Henrique Oliveira, executivo da Unifrango Agroindustrial, holding paranaense do setor que reúne 19 empresas avícolas do Paraná, respondendo pela produção diária de cerca de 2.200.000 pintainhos e pelo abate de 1.800.000 aves por dia, sendo o terceiro maior grupo do setor avícola do país.
Em maio deste ano, o grupo participou da Sial na China, estreitando as relações com o mercado chinês. “Em nossa participação na edição da Sial China fizemos contato com grandes atacadistas chineses que não compram via Hong Kong. A partir da feira, estabelecemos contato com esse grupo de clientes e assim que as habilitações das plantas Unifrango estiverem consolidadas vamos atender esses clientes. Até lá continuamos atendendo os clientes atuais via Hong Kong”, informa.
Além da China, outros mercados em potencial para o frango paranaense estão na Europa e Oriente Médio. Segundo Oliveira, a Unifrango está fortalecendo a política de negociações em bloco e a abertura de novos mercados para exportação do frango de corte paranaense. Para estreitar esses novos relacionamentos e ampliar a representatividade do grupo no cenário externo, em 2009 a Unifrango deve participar das Feiras de Alimentos Sial em Dubai (Emirados Árabes) e Anuga, na Alemanha.
18/12/2008
Produtores rurais de Guapiara e região conhecem Projeto Hortaliças
Para contribuir com o desenvolvimento sustentável, assegurar a qualidade dos alimentos, a segurança e a saúde do trabalhador rural, incentivar a destinação correta das embalagens e a proteção ao meio ambiente, a ANDEF – Associação Nacional de Defesa Vegetal – e a FIC – Faculdades Integradas Cantareira, em parceria com as empresas Arysta LifeScience, BASF e Syngenta lançaram, no dia 13 de dezembro, em Guapiara, interior de São Paulo, a terceira edição do projeto “Hortaliças: alimento seguro e saudável”.
O Projeto, criado há 3 anos, tem o objetivo de promover treinamentos que orientem os agricultores e trabalhadores sobre as boas práticas agrícolas e comerciais. Segundo Maurício Tachibana, Presidente da Câmara de Hortaliças do Estado de São Paulo, este trabalho tem muito a contribuir para a região. “Guapiara e cidades vizinhas são as principais distribuidoras de tomate da CEAGESP – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo. Para que a qualidade dos produtos seja garantida ao consumidor, as boas práticas devem começar pelo agricultor”, afirma Tachibana.
A abertura reuniu cerca de 100 produtores rurais que acompanharam as primeiras palestras sobre resíduos de defensivos agrícolas e aspectos relacionados à pulverização. Thaís Santiago, Engenheira Agrônoma e de segurança de trabalho e consultora da ANDEF, explica que os produtores devem participar de todas as atividades e etapas do Projeto, acumulando freqüência mínima de 20 horas. “O treinamento atende a Norma Regulamentadora (NR 31), de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, que envolve rotulagem e sinalização de segurança, medidas higiênicas durante e após o trabalho, tecnologia de aplicação e uso de equipamentos de proteção individual. Isto certifica as atividades e desperta a consciência para as vantagens das boas práticas agrícolas tanto para a saúde humana e proteção do meio ambiente, quanto para o consumo dos produtos. No primeiro dia, um grupo de agricultores solicitou mais informações sobre Tecnologia na Aplicação, isso já nos dá uma idéia do retorno”, conta satisfeita a engenheira agrônoma.
Cerca de 150 propriedades receberão a equipe do projeto que espera completar somente a parte do treinamento em quatro meses. O Prefeito de Guapiara, Flávio de Lima, e a Primeira Dama, Rita de Cássia Zuconi Lima, estiveram presentes no evento de lançamento do projeto e ressaltaram a necessidade de acompanhar o trabalho proposto além do período do curso. “Nossa economia é baseada na agricultura familiar e essas ações conjuntas incentivam a mudança nas práticas agrícolas, e asseguram a capacitação do agricultor. No entanto, é importante verificar se o que foi aprendido está sempre sendo colocado em prática. Trata-se de um trabalho contínuo”, destacou Lima.
Segundo Dirceu Dias Teixeira, Diretor de Serviços Agrícolas da Secretaria de Agricultura de Guapiara, a região é extremamente carente de informação e isso dificulta o desenvolvimento da sua principal atividade agrícola, que é a horticultura. “Com o lançamento do Projeto Hortaliças e a parceria de empresas como a Arysta LifeScience, BASF e Syngenta, estamos confiantes de que agora a atividade terá o impulso necessário e os produtores serão orientados adequadamente sobre coleta de material e cuidados com o meio ambiente”, afirma. Guapiara possui mais de mil produtores, que produzem principalmente tomate, pimentão, pepino e vagem.
Liria Hosoe, coordenadora de Stewardship e Registro da Arysta LifeScience, esteve no lançamento do projeto, apoiando a iniciativa. “A presença dos agricultores no evento realizado no último sábado, é apenas uma demonstração dos interesses e das necessidades por orientações que possibilitem o melhor desenvolvimento das lavouras da região de Guapiara. O projeto Hortaliças certamente é um trabalho diferenciado que apresentará resultados efetivos e que contribuirá com o desenvolvimento da agricultura do país”, conclui.
17/12/2008
Acordo assinado pela Dow Agrosciences e Syngenta desenvolverá pesquisas na área de tratamento de sementes
A Syngenta e a Dow AgroSciences anunciaram a assinatura de um acordo de pesquisas e desenvolvimento, pelo qual as duas empresas passarão a avaliar a incorporação de compostos da Dow AgroSciences, atuais e futuros, ao portfólio de produtos para tratamento de sementes da Syngenta, empresa líder de mercado neste setor. O acordo foi anunciado simultaneamente nas sedes da Dow AgroSciences, em Indianapolis, Indiana, nos Estados Unidos, e da Syngenta, em Basiléia, na Suíça.
Pelo acordo, a Dow AgroSciences e a Syngenta estabelecerão como metas oportunidades para maximizar o vigor e a produção de lavouras, por meio de sinergias entre as atividades das áreas químicas das duas empresas. Projetos conjuntos terão como objetivos acelerar a apresentação ao mercado de tecnologias de alto desempenho para tratamento e maior rendimento de sementes. Os compostos da Dow AgroSciences serão usados em combinação com produtos do portfólio da Syngenta; os produtos resultantes da colaboração serão comercializados pela Syngenta.
Comentando o acordo, o principal executivo de operações (COO) da Syngenta Crop Protection, John Atkin, declarou: "Vemos um potencial significativo com relação ao tratamento de sementes no portfólio da Dow AgroSciences, que é complementar ao oferecido pelo setor de tratamento de sementes da Syngenta, líder de mercado. A comprovada capacidade da Syngenta no desenvolvimento e marketing de produtos top de linha para o setor mundial de sementes permitirá o rápido desenvolvimento de novos produtos, em um momento de alta demanda por tecnologias capazes de aumentar o rendimento das lavouras".
O presidente e CEO da Dow AgroSciences, Jerome Peribere, afirmou: "A Dow AgroSciences sente-se muito satisfeita ao associar-se com um líder do mercado do setor de tratamento de sementes, para levar a última palavra em produtos para os agricultores. A combinação dos ingredientes ativos da Dow AgroSciences e as tecnologias em revestimentos e polímeros da The Dow Chemical Company com o portfólio líder do setor de tratamento de sementes da Syngenta trará grandes benefícios para os produtores, oferecendo soluções de classe internacional em todas as partes do mundo".
Os termos financeiros do acordo não foram divulgados.
Sobre a Dow AgroSciences
A Dow AgroSciences LLC, sediada em Indianápolis, Indiana, EUA, é uma companhia agrícola de primeira linha, que combina o poder da ciência e tecnologia com o "Elemento Humano" para constantemente melhorar o que é essencial ao progresso humano. A Dow AgroSciences oferece tecnologias inovadoras para a proteção de culturas agrícolas, sementes e biotecnologia agrícola para atender à crescente população mundial. As vendas globais da Dow AgroSciences, uma subsidiária pertencente à The Dow Chemical Company, são de $3.8 bilhões. Mais informações estão disponíveis no site www.dowagro.com.
16/12/2008
Cinco mil pessoas foram beneficiadas com o projeto itinerante de educação ambiental da BASF
A BASF lançou, em novembro, o Ônibus Itinerante Mata Viva, projeto de educação ambiental que terá expansão e beneficiará novas cidades do Brasil em 2009. Este ano, a primeira parada foi em Rio Verde, Goiás, e contou com a parceria da Comigo - Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano. Em dezembro, o projeto visitou Maringá e Palotina no Paraná, tendo como parceiras as cooperativas Agroindustriais Cocamar e C.Vale, respectivamente.
Cinco mil estudantes dos três municípios foram beneficiados com o projeto, que tem como objetivo principal sensibilizar jovens e adultos para a importância da preservação dos recursos naturais. Em uma tenda de 300 metros quadrados, crianças de 8 a 12 anos e pessoas da comunidade puderam participar de espetáculos teatrais, oficinas de artesanato e palestras.
A iniciativa faz parte do Programa Mata Viva de Adequação e Educação Ambiental, da BASF, e , além das cooperativas, conta com a parceria da Suvinil, marca de tintas imobiliárias da BASF e da Fundação Espaço ECO. O projeto é executado pela Bellini Cultural, com aprovação do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e apoio das Secretarias Municipais de Educação e prefeituras.
Democratizar a cultura e a educação infantil, por meio da arte, é o principal papel do projeto itinerante promovido pelo Programa. “Promovendo debates sobre educação e meio ambiente, o projeto levou o conhecimento sócio-educacional às comunidades e um alerta às pessoas para a necessidade para a redução do consumo, principalmente dos recursos hídricos”, diz Vinicius Ferreira Carvalho, coordenador de segurança de produtos e responsabilidade socioambiental de Proteção de Cultivos da BASF. “Em 2009, pretendemos continuar esse trabalho em outras cidades do país, e com isso, seguir contribuindo com a educação ambiental, com a cidadania e com o futuro das próximas gerações”, acrescenta.
Divisão de Proteção de Cultivos da BASF
Com vendas de € 3, 137 bilhões em 2007, dos quais € 640 milhões são da América Latina, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma das líderes em defensivos agrícolas e uma forte parceira da agroindústria ao fornecer fungicidas, inseticidas e herbicidas altamente estabelecidos e inovadores. Os agricultores usam os produtos e serviços da BASF para melhorar a rentabilidade e a qualidade de suas colheitas. Os produtos da BASF também são usados em saúde pública, controle de pragas estruturais/urbanas, plantas ornamentais e gramados, controle de vegetação e silvicultura. A BASF tem por objetivo transformar conhecimento em sucesso imediato. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF visa ser a empresa líder em inovações, otimizando a produção agrícola, melhorando a nutrição e, desta forma, aumentando a qualidade de vida da população mundial em constante crescimento. Mais informações podem ser obtidas no endereço www.agro.basf.com.br.
Sobre a BASF
A BASF é a empresa química líder mundial: The Chemical Company. Seu portfólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance, produtos para agricultura e química fina até petróleo e gás natural. Como uma parceira confiável para toda a indústria, a BASF, com soluções inteligentes e produtos de alto valor ajuda seus clientes a atingir ainda mais o sucesso. A BASF desenvolve novas tecnologias e as utiliza para superar os desafios do futuro e abrir novas oportunidades de mercado, combinando o sucesso econômico à proteção ambiental e à responsabilidade social e contribuindo, assim, para um futuro melhor. A BASF conta com aproximadamente 95.000 colaboradores e contabilizou suas vendas em mais de 58 bilhões de euros em 2007. As ações da BASF são atualmente negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço www.basf.com.
15/12/2008
Hora de controlar as pragas da cultura da soja
A cultura da soja está sujeita ao ataque de pragas desde a emergência da plântula até a colheita. De acordo com o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Crébio José Ávila, as pragas podem existir desde o momento em que o produtor faz a dessecação (aplicação de herbicidas), como é o caso, por exemplo, das lagartas. “Se a presença da praga for notada, existem duas opções: dessecar e esperar no mínimo 20 dias para semear ou, se não puder esperar, usar inseticida junto ao herbicida”, diz.
Mesmo diante da presença de pragas (início da infestação), ele aconselha aos produtores retardarem ao máximo possível a primeira aplicação de inseticida para o controle das pragas iniciais (que acorrem até aos 30 dias de desenvolvimento da cultura).
Segundo ele, assim possibilita-se que os inimigos naturais se estabeleçam e se desenvolvam, o que favorece o equilíbrio biológico no agroecossistema da soja. “Isso é possível porque a soja tem capacidade de tolerar até 30% de desfolha antes do florescimento”, acrescenta.
Na fase atual de desenvolvimento da soja, a principal preocupação é quanto às lagartas desfolhadoras. Ele explica que se a aplicação do inseticida for indispensável, deve-se utilizar produtos seletivos, ou seja, que controlam a lagarta sem afetar os “inimigos naturais”.
Quando a soja estiver em um estádio de desenvolvimento mais avançado – próximo ou após a fase de fechamento - a sugestão é o uso de produtos com maior efeito residual e que apresente seletividade, como, por exemplo, os produtos fisiológicos.
Percevejos
A partir da fase de florescimento, ou seja, na fase de formação e enchimento de vagens, o produtor deve ficar atento a outro problema: o percevejo, considerado a principal praga da cultura da soja porque destrói o grão ou a semente. “Reduz a produtividade, provoca retenção foliar e dificulta a colheita”, diz Crébio, acrescentando que “existem produtos recomendados para o controle dos percevejos que apresentam efeitos moderados sobre os inimigos naturais do inseto”.
Ele informa que para melhorar a eficiência do inseticida usado contra a praga, pode-se misturar sal refinado à calda inseticida. Isso deve ser feito numa concentração de 0,5% (500 gramas de sal em 100 litros de água). A preocupação quanto ao controle do percevejo deve persistir até a fase R6, quando ocorre a maturação fisiológica. Depois dessa fase não há mais riscos.
Recomendações
De acordo com recomendação da Embrapa Soja, em Londrina, apesar de os danos causados na cultura da soja serem, em alguns casos, alarmantes, não se indica a aplicação preventiva de produtos químicos, pois, além do grave problema de poluição ambiental, a aplicação desnecessária eleva os custos da lavoura e contribui para o desequilíbrio populacional dos insetos.
Na escolha do produto, deve-se usar os indicados pela Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, levando em consideração a toxicidade, o efeito sobre inimigos naturais e o custo por hectare. Além disso, atentar para as doses indicadas, utilizar EPI (equipamento de proteção individual) durante o preparo e a aplicação dos defensivos e dar o destino correto às embalagens, conforme legislação vigente.
12/12/2008
Emissão de gás metano na pecuária reduz 30%
A quantidade de gás metano emitido por quilo de carne produzida reduziu, pelo menos 30%, nos últimos 18 anos. A informação é do professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo, Paulo Henrique Mazza Rodrigues, que participou do workshop sobre Sustentabilidade na Pecuária de Corte, realizado nesta quarta-feira (10), em Brasília. O metano é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.
Segundo Paulo Henrique Mazza, um dos fatores que contribuíram para essa redução foi diminuir a idade do abate. "Não foi preciso mexer em nada em relação ao metano. Nós conseguimos reduzir a emissão desse gás trabalhando com estratégias de redução da idade do abate de cinco para três anos", afirma.
Durante o workshop foram apresentadas, ainda, outras ações que podem ajudar na diminuição da emissão de gases pela pecuária brasileira. Entre elas, a recuperação de áreas degradadas, controle do desmatamento, melhoria de qualidade das forragens, manejo adequado das pastagens e também o incentivo aos programas de sustentabilidade agropecuária.
Produção sustentável - O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS) e o Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também foram apresentados durante o evento. Os projetos investem na capacitação de técnicos e na conscientização de produtores sobre a emissão dos gases do efeito estufa, além do aperfeiçoamento de linhas de créditos para aqueles que adotam programas de sustentabilidade.
11/12/2008
Inseticidas da Bayer CropScience para controle da mosca-branca na cultura da soja recebem recomendação inédita
Duas soluções exclusivas da Bayer CropScience para a cultura da soja, Oberon e Connect, indicadas para o controle preventivo da mosca-branca, obtiveram recomendação inédita no relatório "Tecnologias de Produção de Soja", publicado pela Embrapa Soja e atualizado com base nas discussões da XXX Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil (RPSRCB), realizada em Rio Verde/GO, no mês de agosto de 2008. Para a safra 2008/2009, os inseticidas são os únicos indicados no documento para o controle efetivo da praga.
A produção do relatório é resultado do esforço conjunto de Instituições de Pesquisa, Ensino e Extensão Rural e o documento é destinado aos profissionais e empresas do setor. “A publicação periódica do relatório ‘Tecnologias de Produção de Soja‘ tornou-se uma fonte de consulta muito esperada pelo segmento e por este motivo é muito importante para a Bayer CropScience ter suas soluções exclusivas recomendadas de forma inédita nesta publicação“, comenta Luiz Weber, Gerente de Desenvolvimento Técnico Inseticidas da empresa.
A publicação completa do relatório está disponível na página oficial da Embrapa Soja na internet ou por meio do link: http://www.cnpso.embrapa.br/download/Tecnol2009.pdf
Soluções Bayer CropScience para a soja:
Para auxiliar nos processos de controle, prevenção e manejo de resistência da mosca-branca, uma praga com alta capacidade de reprodução e grande poder de destruição das lavouras, a Bayer CropScience disponibiliza para o mercado duas soluções inovadoras de aplicação combinada.
Uma delas é o Connect, produto com formulação de alta tecnologia, é proveniente da mistura de dois ativos diferentes. Isto o torna ideal no manejo de resistência, uma vez que sua atuação controla de forma eficaz a ampliação das chamadas moscas-brancas migrantes. Isso só é possível porque possui efeito de contato somado à boa aderência, penetrabilidade via folha e seu bom efeito de choque.
Já o Oberon, inseticida/acaricida que inibe a biossíntese de lipídios e interfere na oviposicão das fêmeas da mosca-branca. A ação do produto provoca deformação e infertilidade nos ovos, colaborando na redução da população de adultos. O Oberon a é principal solução para o controle das ninfas. Outros benefícios do produto o posicionam como uma das melhores opções na prevenção e controle da praga: adesão a camadas cerosas da planta e a rápida penetração do produto nas folhas, onde são formados pequenos depósitos do seu eficiente ingrediente ativo; alta eficiência sobre ovos, ninfas e fecundidade de adultos da mosca-branca; baixo risco de lavagem por chuvas e boa seletividade aos inimigos naturais.
O uso combinado de Connect e Oberon proporciona um melhor controle e uma menor transmissão de viroses, por meio do controle de vetores.
Sobre a Bayer CropScience
O Grupo Bayer é uma empresa global baseada em pesquisa e voltada ao crescimento. Suas principais competências concentram-se nos campos de cuidados de saúde, nutrição e materiais de alta tecnologia. A Bayer CropScience AG, subsidiária da Bayer AG, com faturamento anual de cerca de EUR 5,8 bilhões (2007), é líder mundial entre as empresas inovadoras no setor de ciências agrícolas nas áreas de proteção de cultivos, controle de pragas não-agrícolas, sementes e biotecnologia das plantas. A empresa oferece uma excelente gama de produtos e extensivos serviços de apoio, tanto para o desenvolvimento de uma agricultura moderna e sustentável quanto para aplicações não-agrícolas. A Bayer CropScience conta com uma força global de trabalho de cerca de 17.800 colaboradores e tem representação em mais de 120 países. No Brasil, conta com mais de 900 colaboradores, uma instalação industrial em Belford Roxo (RJ) e uma Estação Experimental no Estado de São Paulo.
Visite o site da empresa: www.bayercropscience.com.br
05/12/2008
Banco do Nordeste prevê financiar R$ 50 milhões para produtores na Fenagro
Apesar da crise atual, o agronegócio do Estado da Bahia não foi afetado pela falta de crédito. O Banco Nacional do Nordeste (BNB) assinou nesta quarta-feira (3), na Feira Internacional do Agronegócio (FENAGRO/Salvador), contratos de financiamentos que serão liberados durante a feira. A expectativa do banco é que sejam contratados cerca de R$ 50 milhões para produtores do agronegócio até o final da feira, dia 7.
Durante o evento foram assinados financiamentos na ordem de R$ 3,5 milhões para clientes do banco de Salvador, Feira de Santana e Alagoinhas. Os recursos serão voltados para recria e engorda de gado, custeio de laranja e exportação de café. Segundo a assessoria de comunicação do BNB, o banco está analisando solicitações de financiamentos ocorridos durante a FENAGRO na casa dos R$ 20 milhões.
O Governador do Estado, Jaques Wagner, esteve no estande do BNB e acompanhou a assinatura de parceria e contratos de financiamento para produtores do setor rural e incentivou o investimento no agronegócio como arma contra a crise econômica mundial. "O atual momento exige que os produtores que tem condições invistam e estimulem a economia. Temos que valorizar os que apostam na economia real e não ganham dinheiro através do capital especulativo". Jaques Wagner voltou apoiar a modernização da pecuária com o intuito de transformar a Bahia em um Estado livre de vacinação contra febre aftosa sem vacinação. "Precisamos diminuir a zona tampão e tornarmos exportadores bovinos", destacou.
Pfizer traz especialistas a São Paulo
Cerca de 40 profissionais do segmento de laboratórios de diagnóstico em suinocultura e avicultura puderam aprimorar seus conhecimentos sobre padronização de Técnicas de Antibiograma e aspectos práticos do suporte laboratorial, durante a segunda edição do evento Shaping the Future - Laboratórios, organizado pela Pfizer durante o mês de dezembro.
O evento realizado em São Paulo contou com pesquisadores internacionais, tais como Dr. Jeffrey Watts, diretor responsável pelo Departamento de Descobertas Farmacêuticas em Animais de Produção da Divisão de Saúde Animal da Pfizer nos Estados Unidos (Kalamazoo, Michigan). Dr. Watts é especialista em padronização de técnicas de antibiograma e ministrou palestra sobre como são definidos os limites de sensibilidade e resistência e a importância clínica dos testes de susceptibilidade antimicrobiana. Esteve presente também o cientista sênior da Divisão de Saúde Animal da Pfizer nos Estados Unidos (Kalamazoo, Michigan), Dr. Michael Sweeney. Durante o evento, Dr. Sweeney apresentou uma atualização da metodologia de testes laboratoriais, além de mostrar aos participantes o Programa Norte-americano de Vigilância do Desenvolvimento da Resistência Bacteriana.
“O evento cumpre com o objetivo da Pfizer em atualizar o conhecimento técnico-científico para toda a cadeia produtiva da avicultura e suinocultura nacional, o que inclui também os laboratórios de diagnóstico”, explica Vítor Franceschini, gerente de produtos de suinocultura da Divisão de Saúde Animal da Pfizer. “Durante o evento, foram atualizados os conceitos mais importantes ligados às técnicas de antibiograma”, complementa.
Sobre antibiograma
O antibiograma é um teste que mostra os padrões de resistência ou susceptibilidade de uma bactéria a vários antibióticos. Os resultados do antibiograma são interpretados e utilizados na decisão sobre qual tratamento ou medida preventiva será aplicada nos animais.
A Pfizer é a indústria farmacêutica que mais investe em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. O resultado desse trabalho são produtos que melhoram a saúde e a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Fundada em 1849 e presente em 150 países, a Pfizer comercializa medicamentos na área de Saúde Humana e Animal.
A Divisão de Saúde Animal está organizada em Unidades de Negócios (Bovinos Corte e Leite, Suínos e Aves, Animais de Companhia e Agrícola) e é líder no mercado de medicamentos veterinários. A empresa desenvolve medicamentos para prevenção e tratamento de doenças de animais de produção e de estimação, além de investir em programas de educação continuada que visam qualidade e produtividade do agronegócio brasileiro, bem como sanidade e bem-estar dos animais.
Como o consumidor pode entrar em contato com a Divisão de Saúde Animal da Pfizer: www.pfizersaudeanimal.com.br ou telefone 0800 011 19 19.
04/12/2008
Melhoramento de campo nativo será tratado em Tarde de Campo
A Emater/RS-Ascar estará promovendo uma tarde de campo sobre melhoramento de campo nativo, em Mostardas, nesta sexta-feira (12/12). O evento acontece a partir das 13h30min, na propriedade de Luiz da Silva Alves, localidade de Teixeiras, e a intenção é mostrar uma alternativa viável, de baixo custo e que traz rentabilidade, pois proporciona ganho de peso e a melhoria dos índices zootécnicos do rebanho. Além dos benefícios econômicos, o melhoramento do campo nativo é uma prática que faz com que o produtor possa dispensar a utilização de fertilizantes nitrogenados e que resulta também na melhoria do solo.
O gerente regional de Porto Alegre da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, destaca que esta Tarde de Campo é uma oportunidade para que outros pecuaristas familiares possam conhecer e avaliar os resultados conseguidos com a implantação da Unidade Experimental Participativa (UEP) instalada pela Emater/RS-Ascar com o produtor Luiz da Silva Alves. A Unidade foi implantada em 2006, na propriedade que tem 141 hectares e onde são criados bovinos da raça poll devon e ovinos ovinos da raça romney marsh.
Este é o segundo ano em que os produtores se reúnem para conhecer e avaliar os resultados do melhoramento do campo nativo. Durante a programação será apresentado o procedimento adequado para a semeadura de legumisas e o manejo do campo nativo melhorado.
03/12/2008
Algodão adensado é opção mais rentável para a safrinha
Com as perspectivas de baixa no preço do milho e redução de área cultivada, em função dos estoques atuais, os produtores brasileiros buscam por alternativas mais rentáveis para a safrinha. Diante deste cenário, o algodão adensado vem ganhando a atenção de agricultores interessados em ampliar a rentabilidade e a diversificação de culturas.
Os cotonicultores brasileiros estão de olho nos excelentes resultados obtidos por seus colegas do Paraguai - e devem trazer a novidade para o Brasil já no início de 2009. Coordenados pela equipe técnica da MDM, produtora de sementes de algodão, 60 agricultores do vizinho sul-americano participam, há três anos, de um programa de plantio de algodão adensado. "Temos uma enorme demanda por redução de custos e nossas experiências estão indicando que a técnica é a opção ideal", afirma Anderson Pereira, gerente de Desenvolvimento de Mercado da MDM.
Segundo ele, o custo médio de uma lavoura de algodão, hoje, no Brasil, é de US$ 2,5 mil por hectare. O sistema do adensado (que consiste em diminuir o espaçamento entre as linhas plantadas e aumentar a população de plantas nas fileiras) pode baixar os custos de 30% a 40%, em média. "Reduzem-se os gastos com adubação, maquinário, combustível e mão-de-obra, porque o ciclo da cultura passa a ser de 150 a 160 dias, frente aos 210 dias no campo do sistema convencional", explica. "Caso o agricultor opte pelo algodão com tecnologia Bollgard, a redução de custos poderá ser ainda maior, uma vez que cai a quantidade de aplicação de inseticidas", completa o gerente.
O produtor brasileiro Jackson Bressan, cuja família cultiva no Paraguai há 30 anos, vem testando o sistema desde 2006, numa área de 125 hectares. Na safrinha daquele ano, ele produziu 3.870 kg/ha. Em 2007, esse volume subiu para 4.650 kg/ha. "Dá dinheiro, valorizei meus negócios e agora pretendo atingir produtividade de 6 mil kg/ha de algodão na rotação da soja", comemora.
Seu vizinho José Emílson Peloia faz coro. "Tem sido uma boa alternativa de renda, ainda mais fazendo o plantio direto na palhada do trigo ou do milho", afirma. Em uma lavoura experimental de 80 hectares, ele obteve produtividade de 3.950 kg/ha.
No Brasil
De acordo com o estudo Plantio de Algodão Adensado no Oeste Baiano, do Ministério da Agricultura, a adoção de espaçamento de apenas 0,35 cm entre as linhas resultou em produtividade 13% maior que o tradicional espaçamento de 0,75 cm.
O relatório revela que um dos motivos para a melhor produtividade do espaçamento mais estreito é o maior aproveitamento da radiação solar. No espaçamento de 0,35 cm, toda a área já está coberta pelas folhas do algodoeiro, enquanto no espaçamento de 0,75 cm grande parte do solo ainda está descoberto, ocasionando desperdício de radiação e maior possibilidade de desenvolvimento de plantas daninhas. "O aumento da população de plantio também pode melhorar a eficiência de aproveitamento dos fertilizantes, já que a densidade de raízes é significativamente maior", conclui o documento.
Anderson Pereira, da MDM, sublinha que a técnica precisa ser adaptada a cada região, considerando as características locais e acompanhado de seu consultor técnico em algodão. "O adequado em nossa experiência é escolher um cultivar de ciclo médio precoce, recomendado para safrinha, resistente a virose e bacteriose, formato da planta colunar, porte médio e sem apresentar ramos vegetativos", explica.
02/12/2008
Projeto Itinerante Mata Viva inicia apresentações em Palotina (PR)
Apresentações do Ônibus Itinerante Mata Viva, projeto de educação ambiental da BASF, iniciam no dia 3 de dezembro em Palotina, Paraná. Até o dia 12 de dezembro são aguardados 1.500 alunos de 3ª a 6ª séries de escolas públicas e particulares do município, que participarão de espetáculos teatrais e oficinas de arte.
O projeto itinerante Mata Viva, que irá percorrer o Brasil, visa sensibilizar jovens e adultos para a importância da preservação dos recursos naturais. Em Palotina, o projeto conta com a parceria da C.Vale Cooperativa Agroindustrial. A tenda de 300m² está sendo montada nas proximidades do estacionamento do Supermercado C.Vale e atenderá grupos de 200 crianças, em média, em duas oficinas por dia (às 9h30 e às 14h), de segunda a sábado.
Primeiramente, os estudantes assistem ao espetáculo teatral criado e dirigido por Gisela Arantes. Em seguida, participam de uma oficina de arte criada pela artista plástica e arquiteta Vera Patury, que utiliza materiais reciclados, naturais e artesanais para desenvolver a criatividade das crianças. Uma exposição com o resultado desses trabalhos ficará montada na própria tenda.
“Esse trabalho de educação ambiental com os estudantes é fundamental para que a gente crie nas novas gerações a consciência de que os recursos naturais devem ser bem aproveitados. Isso não significa que o meio ambiente deva permanecer intocado, mas que as pessoas usem os recursos com racionalidade para que estejam disponíveis de maneira sustentável, ou seja, ao longo dos anos”, enfatiza o presidente da C.Vale, Alfredo Lang.
Essa iniciativa faz parte do Programa Mata Viva de Adequação e Educação Ambiental e, além da cooperativa C.Vale, conta com a parceria da Suvinil, marca de tintas imobiliárias da BASF e da Fundação Espaço ECO. O projeto é executado pela Bellini Cultural, com aprovação do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e apoio da Secretaria Municipal de Educação e prefeitura. O Projeto já passou por Rio Verde (GO) e Maringá (PR), e contou com a participação de 3.200 estudantes.
Um dos objetivos do Programa Mata Viva é promover o debate sobre educação e meio ambiente, bem como levar conhecimento sócio-educacional às comunidades no entorno de cooperativas parceiras. “O ônibus itinerante visa estimular e alertar as comunidades para a redução do consumo, com atenção especial ao uso racional da água. E, com isso, contribuir para a cidadania e o futuro das próximas gerações”, diz Vinicius Ferreira Carvalho, coordenador de segurança de produtos e responsabilidade socioambiental de Proteção de Cultivos da BASF.
Atrações especiais:
Palestra sobre Combinação de Cores e Feng-shuí, ministrada por profissionais da marca Suvinil; palestra dinâmica sobre Eco-eficiência, da Fundação Espaço ECO. Além de apresentações da BASF sobre o conceito AgCelence™ e o Programa Mata Vida de Adequação e Educação Ambiental.
Serviço:
Dias: 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 11,12 de dezembro
Horários: 9h30min. e 14h. Participação gratuita
Local: Estacionamento do Supermercado C.Vale - Palotina – Paraná
01/12/2008
Controle de gramíneas é essencial para o desenvolvimento da cultura da cana
O produtor de cana-de-açúcar deve estar atento ao manejo das gramíneas, também conhecidas como plantas daninhas de folhas estreitas, em todas as épocas dos tratos culturais, mas principalmente no período mais seco do ano, entre os meses de junho e agosto, também denominado de soca seca. Estas espécies de plantas daninhas competem com a cultura e podem reduzir a produtividade em até 86% (Blanco, 1982). No entanto, a utilização adequada de herbicidas é a forma mais eficaz para evitar esta competição das plantas daninhas com a cana, o que viabilizará o bom desenvolvimento da cultura.
Com elevado grau de adaptação e alta produção de sementes, as gramíneas podem germinar, desenvolver-se e proliferar em diferentes condições de clima e solo. Seu grau de competição pode variar conforme a espécie e seu nível de infestação, prejudicando o desenvolvimento do canavial pela competição por água, nutrientes, luz, espaço, além de hospedar doenças e pragas. Além disso, na colheita da cana contribui negativamente com a elevação do nível de impurezas, principalmente as vegetais.
A adoção de herbicidas apresenta resultados expressivos no controle desse tipo de planta daninha nos canaviais. “Alguns fatores técnicos e agronômicos precisam ser considerados, possibilitando a elaboração de tratamentos mais adequados a cada situação, atingindo altos níveis de performance em relação a eficácia e seletividade”, explica o consultor e sócio-diretor da Consult - Agro Ltda., empresa especializada em consultoria e aplicação de defensivos em cana-de-açúcar, Weber Geraldo Valério.
O consultor destaca ainda que produtos altamente eficazes para o controle de gramíneas e que possam ser aplicados nas soqueiras em qualquer época, ou seja, nos períodos seco, semi-úmido e úmido, possibilitam a otimização logística em relação a máquinas, caminhões, equipamentos e mão-de-obra, permitindo a implementação das ações no melhor momento.
O Grupo Cosan, maior produtor de açúcar e etanol do País, está sempre em busca de soluções que possibilitem maior produtividade e rentabilidade da lavoura. “Sabemos, por dados experimentais que em função de plantas daninhas, como as gramíneas, a perda nos canaviais pode chegar a 50 toneladas por hectare”, alerta o gerente corporativo agrícola do Grupo, Cassio Paggiaro . “A principal forma de controle deste tipo de planta daninha é através do uso de herbicidas. A associação do controle químico com práticas culturais envolvendo época de plantio, preparo de solo e tratos da soqueira aceleram a desinfestação da área. Canaviais livres de plantas daninhas condicionam a uma melhor qualidade tecnológica da cana e maior rendimento do corte, tanto manual como mecânico”, acrescenta Paggiaro.
Uma das soluções de destaque para o controle efetivo de gramíneas na cultura da cana é o herbicida Provence 750 WG, da Bayer CropScience. Por meio de suas características físico-químicas, o produto possibilita o manejo de gramíneas em todas as épocas, inclusive no período seco e sobre a palha (colheita mecânica crua). Com amplo espectro, o Provence proporciona controle das principais gramíneas, inclusive a espécie de digitaria, denominada Digitaria nuda e mais conhecida como capim-colchão. “Compatível com todos os herbicidas, principalmente com os latifolicidas, tem possibilitado um amplo espectro de controle, necessário em função da composição diversificada da flora”, destaca Valério.
Entre os tratamentos adotados pela Cosan para o manejo de plantas daninhas dos canaviais está o Provence. “O produto veio ao encontro da nossa filosofia de manejo para o controle de plantas daninhas, principalmente na soqueira, possibilitando o trabalho ininterrupto de aplicação de herbicida durante a safra. Isso gera resultados importantes na relação custo/benefício, versatilidade de uso, e facilidade de manuseio. Podemos dizer que sem o controle das plantas daninhas nenhum outro insumo se viabilizaria”, finaliza Paggiaro.
Solução profissional para o controle de plantas daninhas
O herbicida Provence 750 WG se destaca pelo controle de plantas daninhas que podem prejudicar a produção de cana-de-açúcar como o capim-braquiária, capim-colonião, capim-colchão, entre outros. O produto é diferenciado porque é flexível e pode ser aplicado em todas as épocas do ano, soca, semi-soca, soca seca, soca semi-úmida e soca-úmida.
O Provence é um herbicida pré-emergente, possui amplo espectro no controle das gramíneas e excelente performance mesmo com a camada de palha, além de apresentar efeito recarga, ou seja, com a chuva os efeitos do produto para o controle de plantas são reativados num determinado período).
“O Provence traz em seu DNA toda a tecnologia e inovação da Bayer CropScience, oferecendo aos produtores de cana um produto que vai ao encontro de suas necessidades no que se refere ao controle de plantas daninhas. Com foco em pesquisa e desenvolvimento, trabalhamos intensamente para levar ao produtor o que há de mais moderno para o controle efetivo de gramíneas, viabilizando assim o desenvolvimento das plantas de cana”, explica o gerente de portfólio Herbicidas, Jean Zonato.
Dois leilões abriram os remates da Fenagro 2008
Durante os dez dias da 21ª Feira Internacional do Agronegócio (Fenagro) serão realizados cerca de 25 leilões. Os remates começaram neste sábado (29) com o Leilão Fazenda Santo Antônio Girolando e 7º Leilão Matrizes do Futuro Nelore, que juntos arrecadaram R$ 539 mil.
O Leilão Fazenda Santo Antônio Girolando ofertou 52 lotes com faturamento total de R$ 268.400, média de R$ 5.161. Destaque para a vaca Memória Frederick BM, uma Girolanda ¾, que foi vendida por Marco Navarro para Elza Pereira por R$ 10.400.
O 7º Leilão Matrizes do Futuro Nelore abriu os remates da raça na Fenagro. Em 2007, o Nelore representou metade dos faturamentos dos leilões. Neste ano, não deve ser diferente. Logo no primeiro, o faturamento foi de R$ 270.600, com média de quase R$ 10 mil reais. Foram ofertados 28 lotes e o de maior valor foi vendido pela Opa Agropecuária Ltda. a R$ 40 mil reais.
Neste domingo (30), está agendado o Leilão Nelore Touros Elite, que acontece no Tatersal do Curral do Parque de Exposições de Salvador.
Levanta Poeira Nelore
Um dos leilões mais esperados da Fenagro 2008 acontecerá na próxima sexta-feira (5), no Gran Hotel Stella Maris. O Condomínio Isom, representado pela cantora Ivete Sangalo e o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, e a EAO Empreendimentos, de Maurício Odebrecht, promovem o leilão. Em 2007, o remate Levanta Poeira registrou a maior média entre os leilões de prenhezes do ano no país.
O destaque fica por conta das prenhezas ofertadas, já que serão comercializados embriões de fêmeas e de machos das melhores doadoras da atualidade da raça nelore. Entre elas, destaque para as matrizes Essência TE Guadalupe, Betina da Sabiá, Abelha TE do Carmo, Órbita da Quilombo, Elegance II da Unimar, Dália M4, Conchita VII Sr da Sara e Espanhola da J. Galera.
Fenagro 2008
A Fenagro 2008 é uma das maiores feiras das regiões Norte/Nordeste, acontece entre os dia 28 de novembro e 7 de dezembro e conta com mais de 1.100 expositores de animais e empresas ligadas ao setor agroindustrial de 17 Estados brasileiros e 13 países. São esperados mais 300 mil visitantes nos dez dias de feira e uma expectativa de superar o faturamento obtido na edição de 2007: cerca de R$ 115 milhões. Estão programados cerca de 25 leilões e mais de 50 cursos e palestras abrangendo assuntos relativos ao agronegócio.
