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06/03/2009

Programa pioneiro na área de segurança alimentar é lançado pelo governo do RS

Programa Ceasa no Capricho vai ser lançado dia 10 de março, às 10 horas, pela governadora do Estado Yeda Crusius, no pavilhão da Central de Caixas na Ceasa/RS. O programa vai padronizar as embalagens utilizadas no transporte de frutas e hortaliças, evitando que sejam reaproveitadas as tradicionais caixas de madeira, que representam risco de contaminação aos produtos. “A Ceasa do Rio Grande do Sul será exemplo para o resto do país, adequando-se às preocupações do mercado atual, no que se refere à competitividade, segurança alimentar e preservação ambiental”, lembra o presidente da Ceasa/RS, Elmar Schneider.

As caixas serão substituídas gradativamente por embalagens plásticas retornáveis e higienizáveis, conforme estabelece a Instrução Normativa Conjunta Sarc/Anvisa/Inmetro nº 09/2002. Os técnicos da Emater/RS-Ascar serão responsáveis pela orientação ao produtor ao cumprimento da normativa. A fiscalização será feita pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), através do Departamento de Produção Animal (DPV. O Inmetro ficarcom responsabilidade de controlar a rotulagem e a quantidade de peso das caixas. “Através da Central de Comercialização que mantemos dentro da Ceasa, a Emater participou de todo o processo de construção do programa e contribuirá na orientação aos agricultores que trazem seus produtos para serem comercializados na Ceasa”, ressalta o presidente da Emater/RS, Mário Ribas do Nascimento.

O programa trará vantagens para o produtor que terá a qualidade do seu produto garantida, aos supermercadistas que terão caixas mais resistentes, ocuparão menos espaços e pesos certos e o consumidor que terá a certeza de adquirir um alimento saudável e seguro.

Outras vantagens:

- A caixa plástica pode durar cerca de 10 anos, enquanto a de madeira tem vida útil de até três meses. O programa reduzirá o corte de árvores, cerca de 280 mil ao ano.
- As caixas padronizadas garantem a quantidade certa de produto em cada embalagem.
- As caixas deixam de ser veículo de contaminação de doenças para as plantações, como a sigatoka negra (banana) e o cancro cítrico (citrus).
- As embalagens plásticas praticamente eliminam o risco de acidentes, como cortes ou perfurações, ocasionados pelas lascas de madeiras, grampos e pregos.
- As caixas podem ir da lavoura diretamente às gôndolas de supermercado, agilizando a logística e evitando as perdas que chegam a 30% do produto.

Central de Caixas:
A Central vai funcionar como um posto de troca de vasilhames. O cliente (tanto agricultores quanto atacadistas) traz as caixas usadas para serem higienizadas e leva cartão eletrônico com crédito ou caixas já higienizadas. Para a instalação da Central foram investidos R$ 5 milhões, em parceria com a iniciativa privada, por meio de licitação.

Custo e financiamento:
O valor de cada caixa vai variar conforme o tamanho. Há quatro tipos de embalagens: a preta, destinada para legumes e verduras (de 24cm); a cinza, para folhosas (de 38cm); a verde para frutas tropicais (de 20cm) e a vermelha, para frutas nobres (de 15cm).

Banrisul, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão oferecendo linhas de financiamento do Pronaf e Proger para que os produtores e empresários possam adquirir as caixas.