Programa Ceasa no Capricho vai ser lançado dia 10 de março, às 10 horas, pela governadora do Estado Yeda Crusius, no pavilhão da Central de Caixas na Ceasa/RS. O programa vai padronizar as embalagens utilizadas no transporte de frutas e hortaliças, evitando que sejam reaproveitadas as tradicionais caixas de madeira, que representam risco de contaminação aos produtos. “A Ceasa do Rio Grande do Sul será exemplo para o resto do país, adequando-se às preocupações do mercado atual, no que se refere à competitividade, segurança alimentar e preservação ambiental”, lembra o presidente da Ceasa/RS, Elmar Schneider.
As caixas serão substituídas gradativamente por embalagens plásticas retornáveis e higienizáveis, conforme estabelece a Instrução Normativa Conjunta Sarc/Anvisa/Inmetro nº 09/2002. Os técnicos da Emater/RS-Ascar serão responsáveis pela orientação ao produtor ao cumprimento da normativa. A fiscalização será feita pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), através do Departamento de Produção Animal (DPV. O Inmetro ficarcom responsabilidade de controlar a rotulagem e a quantidade de peso das caixas. “Através da Central de Comercialização que mantemos dentro da Ceasa, a Emater participou de todo o processo de construção do programa e contribuirá na orientação aos agricultores que trazem seus produtos para serem comercializados na Ceasa”, ressalta o presidente da Emater/RS, Mário Ribas do Nascimento.
O programa trará vantagens para o produtor que terá a qualidade do seu produto garantida, aos supermercadistas que terão caixas mais resistentes, ocuparão menos espaços e pesos certos e o consumidor que terá a certeza de adquirir um alimento saudável e seguro.
Outras vantagens:
- A caixa plástica pode durar cerca de 10 anos, enquanto a de madeira tem vida útil de até três meses. O programa reduzirá o corte de árvores, cerca de 280 mil ao ano.
- As caixas padronizadas garantem a quantidade certa de produto em cada embalagem.
- As caixas deixam de ser veículo de contaminação de doenças para as plantações, como a sigatoka negra (banana) e o cancro cítrico (citrus).
- As embalagens plásticas praticamente eliminam o risco de acidentes, como cortes ou perfurações, ocasionados pelas lascas de madeiras, grampos e pregos.
- As caixas podem ir da lavoura diretamente às gôndolas de supermercado, agilizando a logística e evitando as perdas que chegam a 30% do produto.
Central de Caixas:
A Central vai funcionar como um posto de troca de vasilhames. O cliente (tanto agricultores quanto atacadistas) traz as caixas usadas para serem higienizadas e leva cartão eletrônico com crédito ou caixas já higienizadas. Para a instalação da Central foram investidos R$ 5 milhões, em parceria com a iniciativa privada, por meio de licitação.
Custo e financiamento:
O valor de cada caixa vai variar conforme o tamanho. Há quatro tipos de embalagens: a preta, destinada para legumes e verduras (de 24cm); a cinza, para folhosas (de 38cm); a verde para frutas tropicais (de 20cm) e a vermelha, para frutas nobres (de 15cm).
Banrisul, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão oferecendo linhas de financiamento do Pronaf e Proger para que os produtores e empresários possam adquirir as caixas.
