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08/01/2009

Produção de uva em Barão do Triunfo motiva realização de festa

O cultivo da uva em Barão do Triunfo é uma das atividades agrícolas mais antigas do município. Surgiu com os imigrantes italianos que colonizaram a região em 1889 e tornaram a viticultura uma das principais alternativas de renda para a população. Atualmente, 130 toneladas são colhidas e utilizadas para a produção de vinho. A produção se manteve, segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Gladimir Ramos de Souza, devido ao excesso de chuvas que ocorreram no mês de outubro, quando as parreiras estavam em floração, o que ocasionou a redução do tamanho dos frutos.

Como forma de celebrar a tradição, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, com apoio da Emater/RS-Ascar e Prefeitura, promove a 74ª edição do evento que, neste ano, acontecerá durante três dias. O evento inicia na sexta-feira (23), com baile às 23h no Salão Paroquial. No dia 24 às atividades reiniciam com Encontro Regional da Melhor Idade às 11h30min, seguido de almoço e apresentação de banda típica. À tarde acontecem atividades recreativas e às 20h, apresentação de teatro, grupos de dança e talentos locais. Às 24h haverá baile ao ar livre. Já para o domingo (25) está sendo organizada missa a partir das 10h e, ao meio dia, almoço. Durante o dia também haverá no local Feira de Produtos Coloniais e Artesanato. Quem for até a praça central da cidade poderá ainda apreciar o Parque de Diversões, shows musicais baile.

Barão do Triunfo possui 17 hectares das uvas Bordô, Concord, Niágara Branca, Niágara Rosada e Isabel cultivados e a festa já se tornou parte da história do município que até os anos 70 tinha na vitivinicultura a sua principal base econômica. Apesar de atualmente a maioria dos produtores se dedicar ao cultivo do fumo, o Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar incentiva a produção de outras culturas e a retomada da produção de uva e vinho como forma de agregar renda e diversificar a produção.

Na festa, a Emater/RS-Ascar terá um espaço juntamente com os agricultores familiares que estarão comercializando uva in natura, mel, queijos, arroz e feijão e produtos a base de uva, como vinhos, cucas, sucos, geleias e doces, além de artesanato.

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07/01/2009

No primeiro semestre de 2009 produtos orgânicos terão selo oficial

"A implementação do selo do governo federal que permitirá ao consumidor identificar os produtos orgânicos nas prateleiras dos supermercados deverá ocorrer no primeiro semestre deste ano." A previsão é da coordenadora substituta de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Saminêz.

Em 2008, foram publicadas duas instruções normativas que contribuirão para a regulamentação da agricultura orgânica brasileira. A que implementa a Comissão Nacional de Produção Orgânica, ao conferir novas atribuições às comissões nas unidades da federação e a que regulamenta os sistemas orgânicos de produção animal e vegetal. Com isso, mais três instruções precisam ser publicadas no Diário Oficial da União (DOU). São elas: de mecanismo de controle da garantia da qualidade orgânica, de extrativismo sustentável orgânico e de processamento de produtos orgânicos.

De acordo com Saminêz, a agricultura orgânica é importante para a economia brasileira, principalmente nos aspectos social e ambiental. "No manejo, o produtor procura minimizar o impacto da ação produtiva sobre o meio ambiente, ao obter um produto diferenciado que lhe proporcionará maior retorno econômico", enfatizou.

Os produtores têm até 28 de dezembro de 2009 para se adequarem ao sistema, pois o decreto de regulamentação dos orgânicos, publicado em dezembro de 2007, estabeleceu o prazo de dois anos para os agricultores.

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06/01/2009

Plano de Desenvolvimento e Diversificação Agrícola na Região Cacaueira do Estado da Bahia vai benefeciar produtores da região

O Plano de Desenvolvimento e Diversificação Agrícola na Região Cacaueira do Estado da Bahia (PAC do Cacau) receberá, até 2016, R$ 2,2 bilhões que vão beneficiar produtores da região. O objetivo é a revitalização da lavoura de cacau e o investimento em alternativas para a produção baiana, além da renegociação da dívida do setor que totaliza R$ 963,58 milhões.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) financiou R$ 1,33 bilhão para custeio e investimento. Outros R$ 784,5 milhões do FNE se destinam ao plantio de culturas alternativas na região cacaueira, como a seringueira e o dendê. Para a pesquisa, foram definidos R$ 82,5 milhões em investimentos, por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), ligada ao governo do estado. Esses recursos também devem reforçar a rede de assistência técnica e extensão rural da Bahia.

Em 2008, o PAC do Cacau desenvolveu e definiu ações para cumprir as metas propostas. Foram contratados 41 extensionistas para prestação de assistência técnica e foram capacitados outros 80 profissionais. Também, foram realizados treinamentos para os produtores dos territórios do baixo sul, litoral e extremo sul da Bahia.

Pesquisa - Até 2010 serão produzidas 100 mil pré-mudas de dendê tenera e três milhões de mudas de seringueira, A produção é do Instituto Biofábrica de Cacau da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (Seagri) em parceria com a Ceplac e a Embrapa.

Dívidas - Entre as ações mais expressivas do PAC do Cacau, em 2008, estão as campanhas para adesão ao Programa de Renegociação de Dívidas dirigidas aos 1200 produtores dos municípios baianos de Camacan, Camamu, Coaraci, Ibicaraí, Itabuna e Ilhéus; 75% dos cacauicultores aderiram ao Programa.

Infraestrutura - Os 52 escritórios locais do Centro de Extensão (Cenex) da Ceplac foram estruturados com computadores, carros oficiais e materiais de expediente para o recebimento das propostas de adesões ao PAC do Cacau, assim como, elaboração dos projetos a serem encaminhados às instituições financeiras.

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05/01/2009

Uso da castanha tipo protuguesa será divulgada por grupo do interior paulista

Amplamente consumida no período das festas de fim de ano, basicamente apenas sob cozimento, a castanha tipo portuguesa tem sua versatilidade desconhecida pelos mestres-cucas e donas-de-casa. Para reverter essa situação, um grupo vem se fortalecendo no interior paulista. Composto por produtores, comerciantes e pesquisadores, ele é capitaneado pelo Núcleo de Produção de Mudas de São Bento do Sapucaí, ligado à Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (Cati/SAA).

Mas a preocupação não é somente gastronômica: aliás, ela é prioritariamente econômica, já que 98% do que é consumido na região Sudeste vem de outros países, embora haja variedades totalmente adaptadas ao solo e clima locais. Em São Paulo, já há experiências de sucesso, com pomares comerciais, em Arapeí, Campinas, Campos do Jordão, Cunha, Itupeva, Itapecerica da Serra, Mogi Mirim, Piedade, Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José dos Campos e Taubaté.

A engenheira agrônoma do Núcleo de Produção de Mudas de São Bento do Sapucaí, Silvana Catarina Bueno, explica que a castanheira já começa a produzir, comercialmente, após seu terceiro ano, com auge por volta do sétimo. O custo para a manutenção do pomar é baixo em relação a outras fruteiras e é preciso pouca mão-de-obra, mais demandada apenas no período de colheita.

A procura tem sido crescente desde a década de 80, quando o núcleo começou a produzir mudas enxertadas de castanheiras híbridas, adaptadas às condições tropicais e subtropicais. A colheita se estende de novembro a maio. Originária do hemisfério norte e introduzida no Brasil pelos colonizadores e pelos imigrantes das penínsulas Ibérica e Itálica, além do Japão, onde é muito cultivada, a castanheira produz amêndoas de expressivo valor comercial. A madeira da árvore também pode ser utilizada na construção de moradias, galpões, móveis ou na produção de cogumelos do tipo shitake.

Segundo Silvana, desde o agricultor familiar até o grande pode se beneficiar. "Os 'pequenos' geralmente vendem para os mercados próximos, enquanto os maiores fornecem para redes de supermercados e Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo)", diz.

"Tem muita gente que nem sabe que a castanha tipo portuguesa é produzida no Brasil. A grande vantagem é justamente suprir o mercado que hoje é atendido pelo produto importado. Outra, que se trata de um cultivo relativamente fácil - é uma planta rústica, que não enfrenta muitas pragas e doenças. A desvantagem está nos processos de colheita e pós-colheita, devido à perecibilidade: ela é rica em água, não em óleo, como as demais castanhas, o que a torna mais sujeita ao ataque de fungos. Daí a necessidade da boa condução, do controle fitossanitário, de se lavar, secar e, em alguns casos, frigorificar", explica.

Silvana destaca que o produtor recebe dos técnicos orientação para implantar seu negócio, tendo também à disposição boletins informativos e treinamentos que ajudam a lidar com a cultura. Ela salienta, ainda, o apelo nutritivo que a castanha tipo portuguesa tem: além da água, é basicamente composta por amido e proteína. "Muito nutritiva, seu grande atrativo é ser livre de glúten. Então, para quem tem intolerância, pode-se por exemplo produzir uma farinha que substitui a de trigo", revela.

Para o público em geral, falta saber como preparar. "Depois das festas, o consumo começa a diminuir. Vários pratos podem ser preparados, o ano todo. A próxima ação do nosso grupo é justamente fazer algo como um festival gastronômico, para mostrarmos todas essas possibilidades", planeja.

HISTÓRICO - O "flerte" do núcleo com a castanha começou quando, há cerca de duas décadas, o engenheiro agrônomo Takanoli Tokunaga, então diretor da unidade, plantou e passou a estudar a cultura. Com as observações feitas e para atender à demanda, foi possível produzir mudas enxertadas, que passaram a ser vendidas para muitas regiões. A isso se seguiram outras pesquisas, publicações e dias de campo, culminando na formação de um grupo de interessados com o objetivo de discutir a produção, conservação, armazenamento, industrialização e comercialização do produto.

Marco recente foi o "4.º Simpósio Internacional sobre Castanhas", realizado na China, país de maior produção e consumo mundial, onde foram apresentados trabalhos de pesquisadores participantes do grupo, que caminha para tornar-se uma entidade formal. Outros órgãos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado deverão dar o apoio técnico necessário.

As mudas de castanha tipo portuguesa podem ser adquiridas no Núcleo de Produção de São Bento do Sapucaí por preços que variam de R$ 10 cada uma (até 49 mudas) a R$ 7 (acima de 200). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 12 3971-1306 ou e-mail npmsb@cati.sp.gov.br. Algumas receitas podem ser conhecidas no site www.cati.sp.gov.br.

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02/01/2009

Produtividade da colheita é beneficiada pelo Seguro Rural

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) teve previsão orçamentária de R$ 160 milhões, em 2008, o suficiente para beneficiar 72 mil produtores com a contratação de 82 mil apólices. O programa proporcionou cobertura de 5,9 milhões de hectares. Hoje, 45 culturas estão incluídas no seguro, entre elas, soja, milho, trigo, feijão, maçã, café e os setores da pecuária, floresta e aqüicultura. Em 2009, o número chegará a 76 culturas beneficiadas.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Welington Soares de Almeida, no primeiro semestre, a demanda do seguro rural é maior para as culturas de trigo e milho safrinha. Já no segundo semestre, a adesão ao programa aumenta devido ao plantio da safra de verão.

A modalidade mais utilizada do seguro no Brasil é a multirisco, que proporciona cobertura para todos os eventos climáticos como seca, chuva em excesso, granizo, geada e tem como base a produtividade da lavoura. Outra opção é a cobertura específica para incêndios, normalmente utilizada para canaviais.

Para o próximo ano, os percentuais de subvenção de alguns produtos aumentarão. No caso do trigo, milho (segunda safra) e feijão, a cobertura passará de 60% para 70%, já a maçã, uva e culturas de grãos de inverno terão crescimento de 50% para 60%, e as culturas de clima temperado, de 40% para 60%.

Criado em 2006, o programa do seguro rural contou com R$ 30 milhões em subvenção. Em 2007, alcançou R$ 61 milhões. Para 2009, o Mapa projeta investimentos de R$ 270 milhões.

Tramitação do Fundo de Catástrofe - Com o objetivo de aperfeiçoar os instrumentos do seguro rural para a proteção da produção agrícola, pecuária, aqüícola e florestais tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar nº 374/2008, que institui o Fundo de Catástrofe. Por meio do programa, são elaborados mecanismos para prevenção de catástrofes decorrentes de eventos da natureza.

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